Homem é condenado a mais de 10 anos de prisão por tentar matar companheira em Brusque

Foto: Ilustrativa

Os jurados acataram a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e um réu acusado de tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, surpresa, traição ou emboscada e feminicídio foi condenado a dez anos e oito meses de reclusão. O crime ocorreu no dia 5 de maio de 2022, no prédio onde o casal morava, no bairro Santa Rita, e a condenação foi nesta sexta-feira (23/6). 

“Eu vejo como um efeito pedagógico muito importante para que a sociedade brasileira e, em especial, a sociedade catarinense, enfrente esse grave problema de violência contra a mulher, os feminicídios. Nesse caso, uma tentativa. Eu estou muito satisfeito porque o Conselho de Sentença de Brusque, ou seja, a sociedade do município, tem pensamento coincidente com aquilo que pensa e defende o Ministério Público”, ressalta o Promotor de Justiça Odair Tramontin, que atuou no Tribunal do Júri onde o réu foi condenado.  

O réu e a vítima moravam juntos há quatro anos. Dois dias antes da tentativa de feminicídio, o casal havia se desentendido e a Polícia Militar foi chamada. Eles foram conduzidos à Delegacia de Polícia. A vítima não quis levar o caso adiante nem requerer medida protetiva, e os dois foram liberados.

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Como denunciou a 4ª Promotoria da Comarca de Brusque, os dois estavam em fase de reconciliação e resolveram sair indo a um bar. No local, se desentenderam novamente por causa da embriaguez do homem e por ciúmes. O criminoso se tornou agressivo e o dono do bar pediu que ele se retirasse do estabelecimento.

Após ele ser expulso do bar, a mulher ainda ficou no local por algum tempo. Depois, foi para o apartamento onde moravam. O réu já a aguardava e a chamou para entrar com a desculpa de fazerem as pazes. A vítima concordou. 

Ao entrarem no apartamento, que fica no nono andar do prédio, ele a surpreendeu, agarrou-a por trás e passou o braço pelo pescoço dela, como se fosse dar um golpe estilo gravata. Na sequência, pegou uma faca e começou a golpeá-la, atingindo a cabeça, pescoço e braços da mulher. Ela conseguiu se desvencilhar, saiu do apartamento pedindo socorro e foi acudida por uma vizinha. Elas fugiram pela escada de incêndio do edifício até o andar de baixo, ainda perseguidas pelo agressor.

A vizinha se refugiou em um apartamento de um morador do prédio, que abriu a porta para ver o que estava acontecendo. A vítima, entretanto, continuou fugindo, sendo alcançada pelo companheiro, que prosseguiu seu intuito de matar desferindo mais golpes de faca na companheira. O homicídio só não se consumou porque uma moradora do edifício abriu a porta e deu guarida para a vítima em seu apartamento.

O réu foi condenado a cumprir a pena em regime inicial fechado e o Juízo negou o direito do réu, que está preso preventivamente desde a data do crime na Unidade Prisional Avançada de Brusque, de responder em liberdade.

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