Em entrevista ao Olhar do Vale nesta segunda-feira (25), o médico e Secretário de Saúde de Brusque, Dr. Humberto Martins Fornari diz que a quarentena feita por conta do coronavírus no início de março, imposta pelo Governo Estadual de Santa Catarina foi prematura.
“Eu acredito que o lockdown feito no início de março foi precoce, foi instalado de maneira onde tínhamos um histórico pequeno da doença (covid-19). Foi uma coisa errada de condução da doença, onde o Brasil inteiro dizia fique em casa, não saia nem para atendimento médico, só saia e vá para o hospital se sentir falta de ar, então hoje temos uma outra realidade da doença, o tratamento no início dos sintomas é fundamental. afirma Fornari”.
Durante a entrevista o secretário foi questionado sobre a possibilidade de fechamento total de estabelecimentos, um lockdown.
Lockdown é a versão mais rígida do distanciamento social e quando a recomendação se torna obrigatória. É uma imposição do Estado que significa bloqueio total.No cenário pandêmico, essa medida é a mais rigorosa a ser tomada e serve para desacelerar a propagação do novo Coronavírus, quando as medidas de isolamento social e de quarentena não são suficientes e os casos aumentam diariamente.
“Eu sou contra um lockdown, pois desde que foi aberto (os estabelecimentos) novamente, nós saímos de um isolamento horizontal e começamos com o isolamento vertical, então modificar novamente esta estrutura, eu estarei penalizando aquelas pessoas que até hoje estão em isolamento. Todos os pacientes idosos, do grupo de risco, eles estarão sendo penalizados porque toda essa massa de população contaminante que está transitando pela cidade vai transmitir de maneira grave a doença para estes pacientes de maior risco. Foi isso que aconteceu em Nova York, toda população que praticou a falência do sistema hospitalar foi ocasionada pelos idosos, que estavam dentro de suas casas, onde o vírus foi trazido pela população transiente (que estava transitando) e que em função do lockdown permaneceram em casa e os idosos acabaram sendo contaminados e as maiores vítimas. Então hoje eu sou contrário. Eu sou favorável a fiscalização”. completa o secretário.
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