O superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Willian Westphal, esteve em Brusque nesta quarta-feira(12) visitando o Hospital e Maternidade Dom Joaquim, a Fibrafisio e o Hospital Azambuja. A agenda teve como objetivo ouvir as demandas das unidades, conhecer suas estruturas e avaliar possibilidades de ampliar a integração dos serviços de saúde na região. As visitas ocorreram por intermédio do ex-presidente do PL de Brusque, Aldinei de Souza, o Nei. Os vereadores Felipe Hort(NOVO) e Valdir Hinselmann(PL) também fizeram parte da comitiva.

A primeira parada foi no Hospital Dom Joaquim, onde Westphal foi recebido pelo administrador Raul Civinski e pelo presidente do Hospital, padre Valdir Bernardo Prim. Raul avaliou positivamente o encontro e destacou que a instituição tem enfrentado dificuldades financeiras, o que torna o diálogo com o governo estadual essencial para a continuidade dos serviços. Civinski afirmou que “a visita foi positiva, conversamos sobre pontos importantes para conseguir manter o hospital, que ultimamente tem sido um ponto complicado diante de alguns problemas financeiros”. Ele acrescentou que a reunião permitiu planejar os próximos meses e anos da instituição, dizendo que “temos emendas para receber e queremos organizar os projetos e o que poderemos ampliar na oferta de serviços”. Civinski também comentou sobre o atendimento aos municípios vizinhos, afirmando que “a gente tenta atender Botuverá e Guabiruba; temos uma conversa bem forte com o secretário de Botuverá e esperamos retomar o diálogo com Guabiruba em breve”.
Durante a visita, Westphal destacou que o objetivo é compreender a função de cada hospital dentro da rede regional de saúde. “Viemos ver as estruturas do Dom Joaquim e do Azambuja e entender onde eles se colocam dentro da rede hospitalar do Alto Vale, do Rio Itajaí e do Médio Vale”, afirmou. Ele explicou que demandas apresentadas pelo Dom Joaquim serão avaliadas, como a mudança de porte da unidade. “Eles estão dentro da política de valorização dos hospitais. Vamos avaliar a mudança de porte e ampliar a capacidade instalada, principalmente nas cirurgias eletivas”, completou.
Após a visita ao Dom Joaquim, a comitiva seguiu para a Fibrafisio, estrutura considerada uma das mais modernas do país em reabilitação física e neurológica. O empresário Luciano Hang acompanhou o superintendente e destacou que “a Fibrafisio é um dos equipamentos mais importantes do país para reabilitação. Aqui é um lugar completo, que atende jovens, atletas e pessoas que precisam de fisioterapia”. Westphal afirmou ter ficado impressionado com a tecnologia e a dimensão da unidade, dizendo que “a tecnologia embarcada e o tamanho da estrutura surpreendem. É algo que pode atender parte da população e ajudar na grande demanda do Estado por serviços voltados a DI e TEA”. Representando a Fibrafisio, Leonardo Hang afirmou que o centro busca ampliar o acesso: “Queremos atender o máximo de pessoas possível. Fizemos algo que não existia em Brusque e hoje podemos contribuir com o Estado inteiro”.

A última etapa da agenda foi no Hospital Azambuja, onde Westphal conheceu as obras da nova torre hospitalar, que deve melhorar o fluxo de atendimento e facilitar o acesso do SAMU. Ele ressaltou que “o Azambuja é um grande parceiro da região, já nos atende bem com leitos de UTI e cirurgias eletivas, mas essa parceria pode avançar”. O gestor da unidade, Gilberto Bastiani, reforçou a importância da atuação conjunta com o Estado, afirmando que “o superintendente veio acompanhar de perto a nova torre, a parceria que temos com o governo e a importância do Azambuja em áreas como cirurgias eletivas, urgência e emergência, cardiologia, ortopedia e, futuramente, oncologia”.
Sobre a habilitação dos serviços oncológicos, tema de grande interesse para Brusque, Westphal explicou que “provavelmente as duas unidades hospitalares, Azambuja e Imigrantes, vão ser habilitadas dentro da oncologia”. Ele destacou que as avaliações já foram concluídas e que “agora aguardamos a portaria do Ministério da Saúde para iniciar os atendimentos e, ao longo de um ano, avaliar como cada unidade vai atender a população”.





