Dengue: Brusque contabiliza 1.330 focos em 2021

dengue brusque

Nos últimos 21 dias, a cidade registrou 66 novos focos do mosquito Aedes aegypti

A Diretoria de Vigilância em Saúde de Brusque, por meio do Programa de Combate a Endemias, atualiza nesta terça-feira (22), os números da dengue e dos focos do mosquito Aedes aegypti na cidade.

O mais recente levantamento demonstra que, de janeiro até agora, o município soma 1.330 focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, entre outras doenças. São 66 focos a mais em relação ao balanço anterior, divulgado em 01 de junho.

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Focos

O bairro com maior número de focos é Águas Claras, com 122 notificações; seguido por Souza Cruz, com 105; Azambuja, e Jardim Maluche vêm logo a seguir com 88 focos cada, e logo após, o Centro 1 tem 84 focos, Primeiro de Maio, 78; e Santa Rita, que soma 76 focos identificados ao longo de 2021.

Com isso, atualmente, são sete os bairros brusquenses considerados infestados pela equipe técnica do Programa de Combate a Endemias: Santa Terezinha, Santa Rita, São Luiz, Nova Brasília, Steffen, São Pedro e Azambuja. O que determina quando uma localidade é considerada infestada é uma análise que considera a sua quantidade de focos e de casos.

Casos

Quanto aos casos confirmados de dengue neste ano, até o momento, eles somam 13, sendo 12 autóctones, que são os contraídos no município, e um importado de Joinville. Há, ainda, sete casos em investigação, aguardando resultados. E outros 61 casos suspeitos foram descartados, após resultado negativo na testagem. Além disso, houve o registro de um caso suspeito de chikungunya, que teve resultado negativo.

Fiscalização Intensa

O total de 1.330 focos do mosquito Aedes aegypti em Brusque nestes primeiros seis meses do ano atual fica próximo dos dados de de 2020, quando a cidade contabilizou, em doze meses, 1.377 focos do vetor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. .

A diretora de Vigilância em Saúde, Ariane Fischer, ressalta que este número expressivo de 2021 ocorre por conta da fiscalização intensiva que está sendo efetuada neste ano. “No ano passado, os Agentes de Combate a Endemias estavam deslocados para atuação nas barreiras e ações da pandemia do Coronavírus”, argumenta.

Com isso, segundo ela, a fiscalização ficou prejudicada e, consequentemente, o registro dos focos. “Neste ano, estamos com a fiscalização bem atuante e a consequência é o aumento dos números”, explica a diretora.

Para conscientizar a população e buscar a redução de focos, além da atuação maciça dos ACEs, a Secretaria de Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, também conta com a vistoria aérea efetuada com o apoio de um drone, que permite o acesso a imóveis fechados e a locais onde os agentes, por terra, não conseguem entrar.

E ainda, há a fiscalização conjunta da equipe do Programa de Combate a Endemias, com os profissionais da Vigilância Sanitária em recicladoras, borracharias, ferros velhos, depósitos de materiais, cemitérios e afins, locais identificados pela equipe técnica como “pontos estratégicos”.

“Apenas o poder público não vai conseguir vencer essa batalha contra o mosquito e os focos de proliferação. Precisamos da participação da sociedade. Que todo cidadão faça a sua parte e colabore, pois só com a união de esforços de todos, juntos, é que vamos superar mais este desafio”, encerra Ariane Fischer.

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