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Criança de cinco anos vítima de maus-tratos por mãe e padrasto tentava vender desenhos para sair de casa

Policias foram chamados após denúncias de que a criança foi jogada pela janela pelo padastro

Foto: Polícia Militar SC / Divulgação

Na noite desta quinta-feira, 20 de novembro, no bairro Poço Fundo, a Polícia Militar efetuou a prisão de um homem de 34 anos e sua esposa, mãe e padrasto da vítima, respectivamente. O casal é suspeito da prática dos crimes de lesão corporal leve e maus-tratos, cuja vítima é uma criança de cinco anos.

A ocorrência se deu por volta das 18h20, após a guarnição receber informações de que uma criança havia sido agredida e, segundo a denúncia, arremessada pela janela da residência pelo padrasto.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram o menor em frente à casa. Em depoimento aos agentes, a criança confirmou ter sido agredida pelo padrasto e jogada pela janela.

As agressões foram evidenciadas por meio de lesões recentes constatadas nas costas, pernas e rosto da vítima. Além dos sinais físicos de violência, a criança relatou aos policiais que estava com fome, informando que havia consumido apenas bolachas ao longo do dia.

O inquérito foi reforçado por depoimentos de vizinhos, que se prontificaram a testemunhar, fornecendo relatos que indicam um padrão de violência e negligência. As testemunhas informaram que:

  • Escutam com frequência os gritos da criança sendo agredida.
  • A criança pede comida nas casas vizinhas e chega a vender desenhos com o intuito de juntar dinheiro para deixar a casa.
  • Em uma ocasião, o padrasto teria arrastado a criança para dentro da residência após ela sair para buscar alimentos.
  • Relataram, ainda, que os genitores da criança dormem durante o dia e que o menor está com a frequência escolar comprometida.

O padrasto negou as acusações de agressão, sendo a negativa ratificada pela mãe da criança. Contudo, em face das evidências das lesões e dos testemunhos colhidos no local, que contradizem a versão do casal, os suspeitos foram detidos.

O homem e a mãe da criança foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para a formalização dos procedimentos legais e para dar continuidade à investigação dos crimes de lesão corporal e maus-tratos.

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