Conheça a história de André e Lucy Morelli Baron que se dedicam há mais de 60 anos nas pastorais

Foto: Carina Machado

Quem adentra à casa de André Pedro Baron, dado à luz em 15 de março de 1933, e Lucy Morelli Baron, nascida em 05 de novembro de 1937, encontra muito mais que móveis bem cuidados, toalhas asseadas ou porcelanas prontas para servir.

É no cheiro do café sendo passado e no som da rosca de polvilho sendo cortada para ir à mesa, que somos recebidos sob o olhar atento de Lucy e a tranquilidade de André, no lar que é portas abertas à grande família com que Deus os abençoou.


A história do casal, que este ano é o homenageado na Semana da Família do Grupo de Proteção da Infância e Adolescência – GRUPIA, começou em 1954, quando André, filho de descendentes alemães da Rua São Pedro, hoje Guabiruba, foi para Botuverá, a fim de construir o primeiro Grupo Escolar Pe. João Stolte daquela localidade. Foi lá que conheceu Lucy, a terceira filha de uma família de 15 filhos. O pai, José Morelli, era dono de uma venda de secos e molhados, onde André passou a ir para comprar aquilo que necessitava para passar a semana no trabalho. Na troca de olhares sempre que avistava Lucy, nasceu a vontade de conhecê-la e firmar um compromisso. Os dias se passaram, a obra ficou pronta e André voltou para a Rua São Pedro. Aos finais de semana, seguia de bicicleta para Porto Franco, para visitar a agora namorada. Em 1955 se casaram, na manhã de 3 de novembro, com festa na venda do sogro e vieram para Brusque, para morar na rua Benjamin Constant, em uma casa construída pelo próprio André, que existe até hoje.

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Ao longo dos anos, o casal foi abençoado com o nascimento de oito filhos: Clarice Terezinha, Maria Luci, as gêmeas Maria Helena e Maria Ângela, Miriam Andreia, Marcos André, Ana Beatriz e Francisco Carlos. Maria Ângela foi ao encontro de Deus ainda bebê, aos dois meses, mas os pais seguiram em sua missão de amor à família.


André foi construtor por uma vida inteira. Hoje aos 90 anos, lembra de algumas das inúmeras obras que fez, em mais de 30 cidades, como as prefeituras de Vidal Ramos e Botuverá, igrejas, bancos, residências, escolas e associações em diversos municípios de Santa Catarina e até em Curitiba-PR. Mesmo com o trabalho de construtor, André participou ativamente com a esposa Lucy de movimentos e pastorais junto à Paróquia São Luís Gonzaga. “Ele passava a semana nas obras e voltava às sextas-feiras para casa. Às vezes voltava antes, levava o pessoal, dava as instruções e retornava para Brusque”, conta Lucy.

Movimento Familiar e Pastoral da Família

Foto: Juliane Ferreira


Sempre muito participativos na vida da Igreja, em 1985 foram convidados a se tornar Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, missão que cumpriram com grande honra até 2020, ano da pandemia da Covid-19.


Nos anos 1990 receberam um novo convite: fundar a Pastoral Familiar na Igreja, onde passaram a se dedicar aos cursos de Noivos e outras atividades, realizadas junto à comunidade. Paralelo a isso, participaram ativamente da Pastoral dos Enfermos, com visitas aos doentes e uma palavra de consolo no momento delicado da saúde; e da Pastoral Vocacional, onde organizavam cafés que angariavam recursos para auxiliar nos estudos dos seminaristas. O Movimento Familiar Cristão (MFC) também contou com a liderança de André e Lucy por muitos anos. O casal sempre era escolhido para participar, diante do esforço e comprometimento que empregavam em cada pastoral e ações realizadas. Também permaneceram por 18 anos como responsáveis pelo Apostolado da Oração. “Temos filhos que participam do Apostolado e de movimentos da Igreja que nos dizem que se espelham no pai e na mãe”, conta com amor Dona Lucy.


Ela lembra com carinho das visitas que faziam às comunidades, para auxiliar as famílias a se organizarem, levando não só ajuda física de materiais e mantimentos, mas a atenção para compartilhar o conhecimento de bem cuidar da família e transformar aquele espaço em um lar de amor, em especial a ação socioassistencial na região do Ribeirão do Meio e Nova Itália, na Serra do Moura, na década de 1970.


Com 67 anos de casados, André aos 90 anos e Lucy aos 85 anos, relembram sua união com muito carinho e cumplicidade. Os oito filhos, 15 netos, cinco bisnetos (um deles a caminho), estampam os quadros com fotos de momentos diversos e especiais, expostos na parede da sala, que também recebe a Capelinha com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, guardiã da casa.

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