Hoje, infelizmente, Flávio Bolsonaro está na mira. Por quê? Porque qualquer um que se chama Bolsonaro, qualquer um que está próximo do Bolsonaro, tem que ser eliminado do sistema para o próximo ciclo eleitoral. E qual é o jeito mais fácil de eliminar alguém do sistema eleitoral? Denunciando, processando e condenando por um órgão colegiado, no caso, o Supremo Tribunal Federal. O processo anda rápido, condenam logo, sem prova, sem qualquer procedimento legal. A denúncia é feita quando a sentença já está pronta.
E é isso que vai acontecer com o Flávio também. É isso que está acontecendo com o Eduardo Bolsonaro. O que vão fazer? Vão pegar o Flávio Bolsonaro e inventar qualquer coisa. Vão botar que cometeu crime de coação no curso do processo, que quis ajudar em uma possível fuga, que fez uma tentativa de golpe. Inventa-se qualquer crime, inventa-se qualquer fato. Não precisa se provar mais nada.
Por quê? Porque temos um empreendimento no Brasil. E tem muita gente da direita que, inclusive, hoje está pagando o pato, que é a favor dessa chamada Lei da Ficha Limpa. Essa Lei da Ficha Limpa nada mais é do que dar o poder ao juiz para tirar do cenário político quem ele quer. Fica na mão do magistrado, no caso, Alexandre de Moraes. Ele tira quem ele quer. Não se espera mais o trânsito em julgado.
Hoje, se o indivíduo está condenado em segunda instância ou por órgão colegiado, ele está fora, dependendo do processo. Ou seja, Alexandre de Moraes está mandando em quem vai participar da eleição no ano que vem. É isso que você quer, de fato, para o Brasil?
Tudo isso acontece ao silêncio do Senado. É nisso que vou bater muito na tecla: esse Senado covarde, esse Senado omisso. De onde já se viu, gente? Senadores que têm mandato de oito anos temendo um juiz, temendo um ministro! Isso é uma vergonha.
E muitos senadores ainda que se dizem de direita, conservadores, vendo tudo isso, ainda com aquele sorrisinho no canto do lábio, torcendo para que a família Bolsonaro se d… Porque aí vão ter um novo discurso: “Ah, não, o bolsonarismo foi muito radical. Então agora a gente tem que ser um pouco mais tolerante. Vamos fazer um centro, um centro-direita para tocar este Brasil.” Mas vocês são pilantras, né? E você acha que isso tudo não é proposital?


