Brusque faz balanço de ações de 2021 e projeta o próximo ano

Expectativa é de crescimento e desenvolvimento, com injeção de recursos de mais de R$ 400 milhões para a infraestrutura e mobilidade nos próximos cinco anos

ari vequi

A superação de grandes desafios aliada à retomada do crescimento. Essas serão as grandes marcas do ano de 2021 em Brusque. A análise é do prefeito Ari Vequi e do vice-prefeito Gilmar Doerner, durante entrevista coletiva realizada no Salão Nobre na tarde desta quinta-feira (16), que apresentou à imprensa o balanço das ações do primeiro ano de mandato e também apresentou as expectativas da gestão para 2022.

“O começo deste ano foi muito difícil, especialmente até março, quando tínhamos que atender a 400 pessoas com Covid por dia no Centro de Triagem, onde tínhamos 16 médicos”, recordou Ari Vequi. No entanto, para ele, a chegada e avanço na vacinação aliada ao trabalho articulado dos setores do governo estão permitindo que Brusque chegue ao fim do ano com perspectivas positivas.

“Felizmente podemos dizer que terminamos 2021 com crescimento econômico, a indústria gerando emprego e renda, e também, com a pandemia em baixa. Os números dizem isso. Nossa comunidade tem um dos maiores índices de vacinação dentro do grupo das 100 maiores cidades. Saímos de um ano difícil e vamos entrar no ano de 2022 com uma grande expectativa, de vinda de recursos e de busca de desenvolvimento”, analisou.

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As perspectivas positivas, segundo o prefeito, se baseiam em dois importantes projetos de investimento, que devem transformar a cidade. Isto porque, nos próximos cinco anos, devem ser injetados recursos de mais de R$ 400 milhões em obras de infraestrutura e mobilidade. Serão US$ 30 milhões do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA) e R$ 140 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio do Plano Mil. “Brusque vai ser uma nova cidade após esses projetos”, resumiu, confiante, Ari Vequi.

Plano Mil
Trata-se de uma proposta do Governo do Estado de Santa Catarina para grandes obras estruturantes na região, que podem atender a Botuverá, Guabiruba, Brusque, Nova Trento. “Porque, por exemplo, a revitalização de uma rodovia, no trecho municipalizado, não atende a uma comunidade apenas, é um benefício regional. Então, todas as obras que vamos apresentar, assim que tiver o plano assinado, seja de um elevado na Rodovia Antônio Heil, a ligação dela à Rodovia Ivo Silveira, são obras estruturantes que prevêem o crescimento”, mencionou o prefeito. Segundo ele, a proposta do Governo do Estado, ao liberar esses investimentos a fundo perdido, é de que o retorno dos recursos ao caixa estadual ocorra através de desenvolvimento, com os tributos gerados e arrecadados nas cidades.

FONPLATA

Brusque terá a primeira operação de captação externa da sua história. A Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia aprovou nesta semana o financiamento de US$ 30 milhões por meio do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA) é inédita e foi oficializada na última reunião do colegiado. O foco da captação será o desenvolvimento do Programa Brusque 2030, onde a prioridade é o abastecimento de água e a infraestrutura urbana da cidade.

O financiamento prevê contrapartida na ordem de US$ 7 milhões, fazendo com que o investimento total fique acima de US$ 37 milhões. A proposta foi construída em parceria pelas secretarias de Fazenda e Gestão Estratégica e de Infraestrutura Estratégica, ficando entre o total de 13 projetos selecionados, ao lado de capitais, Estados e da própria União.

O sinal verde da comissão do governo federal dá início à preparação do financiamento. Essa fase é considerada estratégica para a liberação dos recursos e consiste em uma série de etapas para a aprovação final do programa. A expectativa é concretizar a operação no decorrer do primeiro semestre de 2022. As obras a serem executadas com os recursos do FONPLATA são a ETA Cristalina, a continuidade da Beira-Rio Dom Joaquim – que vai desde o Maluche até o bairro Dom Joaquim, toda completa como foi feita na margem esquerda, com canal extravasor; o novo acesso da Limeira, a drenagem do Rio Limeira, além de outras obras menores.

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