Uma faixa colocada na passarela da Beira Rio, em Brusque, chamou a atenção de quem passou pelo local na manhã deste sábado, 7. A mensagem faz referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e traz um apelo direto ao poder público para ampliar a atenção às mulheres vítimas de violência na cidade.
No texto, a faixa destaca o trabalho desenvolvido pelo Instituto Corações de Algodão Doce (ICAD) e faz uma cobrança pública ao prefeito. A mensagem afirma: “No Dia Internacional da Mulher, lembramos que o ICAD acolhe, empodera e salva vidas há mais de 6 anos em Brusque. Prefeito, o senhor não pode ignorar mais essa causa. O ICAD foi minha luta, foi minha voz, e não deixarei as mulheres de Brusque serem esquecidas. Que este 8 de março seja o dia em que a cidade se une por um futuro sem violência”.
O movimento foi organizado pelo Instituto Corações de Algodão Doce, entidade que atua de forma voluntária no acolhimento e orientação de mulheres vítimas de violência ou que enfrentam relacionamentos abusivos.
Fundadora e presidente do instituto, Wellen de Lima Godoy explica que a iniciativa busca chamar a atenção para uma demanda antiga do grupo. Segundo ela, há mais de seis anos o trabalho é realizado em Brusque com apoio e orientação a mulheres em situação de vulnerabilidade.
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“A faixa é um pedido de atenção do poder público para uma causa muito séria. Há mais de seis anos o Instituto Corações de Algodão Doce realiza um trabalho voluntário de acolhimento, orientação e apoio a mulheres vítimas de violência e relacionamentos abusivos em Brusque”, afirma.
De acordo com Wellen, nesse período mais de 1.600 mulheres já foram impactadas direta ou indiretamente pelas ações do instituto. Ela conta que, ao longo dos anos, já buscou diversos espaços para dar visibilidade à pauta.
“Ao longo desses seis anos eu já estive na Câmara de Vereadores, concedi entrevistas para rádios, jornais e participei de diversos espaços tentando chamar a atenção para essa necessidade, mas até hoje pouca coisa avançou de forma concreta”, relata.
Uma das principais reivindicações do grupo é a criação de uma casa de apoio para mulheres em situação de risco no município, estrutura que poderia oferecer acolhimento emergencial e suporte para vítimas de violência doméstica.
A presidente do instituto também destaca que o ICAD nasceu a partir de uma experiência pessoal. “O instituto nasceu da minha própria história. Eu vivi um relacionamento abusivo. A partir dessa experiência transformei a dor em propósito e fundei o ICAD para acolher, orientar e apoiar outras mulheres que passam ou passaram por situações semelhantes”.
Segundo Wellen, desde a fundação da entidade o objetivo tem sido ajudar mulheres a reconstruírem suas vidas e encontrarem caminhos para sair de situações de violência.
“Acreditamos que nenhuma mulher deve enfrentar isso sozinha. Nosso trabalho é justamente mostrar que existe apoio e que é possível recomeçar”, conclui.





