Após ação do Bope em Brusque, pai é autuado em flagrante por cárcere privado


BOPE SC
Foto: divulgação PMSC –

Brusque – Foi autuado em flagrante pelo crime de cárcere privado, previsto no artigo 148 do Código Penal Brasileiro, Reginaldo Aparecido Bresan (41). Foi ele quem fez o próprio filho de refém durante algumas horas da tarde desta quinta-feira (22), numa residência localizada no Bairro Limeira Baixa, próximo de uma loja de materiais de construção. Munido com uma faca, Reginaldo ameaçava matar o garoto, que é autista e tem apenas seis anos de idade. Disse também que tiraria a própria vida depois. Instantes antes teria brigado com seu pai, fato que causou toda a grave situação.

Durante boa parte da tarde, o delegado Alex Bonfim Reis da Polícia Civil de Brusque tentou negociar a libertação do garoto. Policiais militares e o Corpo de Bombeiros estavam de prontidão para apartar qualquer situação. Sem sucesso e com o alto risco da operação, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) teve de ser acionado. A divisão Cobra, que atua em casos como esse, se deslocou de São José para Brusque.

Já no local da residência, bastaram cerca de 30 minutos para que as duas equipes do Bope, com o auxílio do helicóptero Águia da Polícia Militar de Santa Catarina, armassem uma invasão à casa, a fim de desvencilhar o filho das mãos do pai, que o mantinha em cárcere. De acordo com o major Otávio, que responde interinamente pelo 18º Batalhão de Polícia Militar (18º BPM), a decisão de acionar a tropa de elite se deu por conta do alto risco da ocorrência. “Toda a atenção teve que ser redobrada para preservar a vida do ser humano. Foi esse o motivo de chamarmos o reforço de Florianópolis. Eles são mais preparados para negociar e invadir”.

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Ninguém se feriu durante toda a ação. Logo depois de ser capturado, Reginaldo foi imediatamente levado para a delegacia de Polícia Civil, onde será encaminhado para a Unidade Prisional Avançada. Se condenado pelo crime, qualificado pelo fato de ser o seu filho a vítima, o homem poderá pegar de dois à oito anos de reclusão.

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