Alessandro Simas nega que tenha cometido “pobrefobia” em fala na tribuna

Na sessão desta terça-feira (27), ele falou sobre pessoas em situação de rua “acampadas” nas proximidades do Albergue Municipal

Foto: Imprensa/Câmara Brusque

Na sessão ordinária desta terça-feira, 27 de junho, o vereador Alessandro Simas (PP) voltou a falar a respeito da população em situação de rua em Brusque, assunto abordado por ele na reunião da semana passada. Simas rebateu críticas que recebeu nas redes sociais e negou que tenha cometido em sua fala “pobrefobia” ou “aporofobia”, termos usados para definir a aversão ou o desprezo a pessoas pobres.

“Ser pobre não é demérito pra ninguém. A pessoa que é pobre, mas que trabalha, que busca seu emprego e sustenta sua família com dificuldade, muitas vezes com o auxílio do governo. Mas essas pessoas fazem o que? Elas buscam o auxílio, elas buscam a opção de utilizar o sistema, buscam a opção de ter o respaldo”, opinou o parlamentar.

Ele exibiu no plenário imagens de pessoas que estariam “acampadas” nas proximidades do Albergue Municipal e do Centro Pop. “Já teve alguns deles que, embriagados, arrebentaram a porta do Albergue e se acharam no direito de entrar e utilizar de uma coisa que não é permitido, que tem regras, porque estavam alcoolizados e drogados. A gente tem que ter o respeito pelas pessoas, mas a partir do momento que elas não dão respeito e criam situações ruins para as pessoas no dia a dia, elas devem ser repreendidas e punidas, sim”, declarou.

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Simas citou a retirada de um projeto de lei de sua autoria e do vereador André Rezini (Republicanos) que proibia o consumo de bebidas alcoólicas nas ruas do município e informou que o prefeito André Vechi (DC) deverá enviar um projeto similar à Câmara. “Para que a Polícia Militar possa retirar a bebida deles, para que alguma coisa seja feita”, explicou.

O vereador sugeriu que a estrutura pública municipal que serve de apoio a pessoas em situação de rua precisa ser repensada. “O Centro POP deve estar a uma distância de cinco quilômetros do centro da cidade, mas o Albergue não tem essa obrigação e nem é obrigatório tê-lo em cidades com menos de 200 mil habitantes. Vamos buscar essas informações para que a gente possa também fazer algo que seja bom para a comunidade e que a gente não traga tanto prejuízo para essas pessoas que utilizam o sistema, que querem realmente se ressocializar, se tratar e buscar uma oportunidade de emprego”, disse. “A gente vê essas pessoas rodearem o Albergue e não utilizar. Ao contrário, a gente vê depredar o patrimônio, fazer sujeira, queimar”, criticou.

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