Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina revelou um prejuízo de aproximadamente R$ 1,6 milhão causado a uma vítima do chamado golpe do falso advogado em Palhoça, na Grande Florianópolis. O caso motivou uma operação policial realizada em dois estados brasileiros, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
A ação, denominada Operação Sucumbência, foi deflagrada no dia 14 de outubro pela Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça. Os detalhes foram divulgados oficialmente pela corporação nesta terça-feira (20).
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Goiânia, em Goiás, e São Carlos, no interior de São Paulo.
Criminosos se passavam por advogados
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam a falsa identidade de profissionais da advocacia para enganar as vítimas e conseguir vantagens financeiras ilegais.
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Em um dos casos identificados pela polícia, uma vítima da comarca de Palhoça teve um prejuízo estimado em R$ 1,6 milhão.
A Polícia Civil não detalhou como ocorreu o contato inicial com a vítima, nem de que forma os valores foram transferidos aos investigados.
Justiça determina bloqueio de valores
Além das buscas e das ordens de prisão temporária, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados. A medida busca preservar recursos que possam ser utilizados para ressarcir os prejuízos provocados pelo esquema.
O bloqueio, entretanto, não significa que os valores já tenham sido recuperados ou devolvidos à vítima.
A operação contou com o apoio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, da Polícia Civil de Goiás, e da Delegacia de Investigações Gerais de São Carlos, em São Paulo.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça, também prestou suporte financeiro à ação.
Investigação continua
A Polícia Civil de Palhoça segue investigando o esquema para identificar possíveis outros integrantes do grupo e localizar novas vítimas.
As autoridades também procuram esclarecer a extensão das atividades criminosas e a participação de cada investigado nos fatos apurados.
O caso chama a atenção para os riscos de golpes praticados por pessoas que se apresentam falsamente como advogados. A orientação preventiva é confirmar diretamente com o profissional responsável qualquer solicitação inesperada de pagamento, especialmente quando o contato ocorre por telefone ou aplicativos de mensagens.



