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“Meu marido está a base de morfina”, esposa cobra atenção após acidente grave com caminhão do SAMAE

Foto: Arquivo Pessoal

A esposa de um homem de 26 anos, vítima de um acidente grave envolvendo um caminhão do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), procurou o Olhar do Vale relatando a situação enfrentada pela família após a ocorrência registrada na última sexta-feira, 6 na avenida Maximiliano Furbringer, no bairro Souza Cruz.

De acordo com o relato, a mulher foi informada do acidente por telefone e se deslocou até o local, onde encontrou o marido sendo atendido por uma bombeira voluntária. Ainda segundo ela, equipes do Samae estiveram presentes, coletaram seus dados pessoais e informaram que entrariam em contato posteriormente para repassar orientações sobre o atendimento hospitalar e os encaminhamentos após o acidente.

Na entrevista, a esposa afirma que não houve novo contato por parte do órgão, ela procurou e conseguiu o número do presidente do SAMAE Rodrigo Cesari, e tentou uma comunicação direta, a quem enviou mensagens, fotos e imagens de câmeras de segurança obtidas pelo empregador do marido. Segundo ela, a resposta recebida se limitou a dois emojis de “carinha triste”. Em nova tentativa de contato, nesta terça-feira (10), o dirigente teria informado que o caso deveria ser tratado na esfera jurídica.

Ainda conforme o relato, após mencionar que acionaria a imprensa, a esposa afirma ter recebido apenas um emoji de “joinha”.

Estado de saúde da vítima

Sobre o estado de saúde da vítima, a esposa informou que o homem sofreu múltiplas lesões pelo corpo, incluindo fratura da 12ª costela, deslocamento do ombro, ferimentos na região abdominal, onde recebeu nove pontos e lesões na cabeça, que, segundo ela, ficou prensada no momento do acidente. O paciente permanece internado, recebendo medicação à base de morfina para controle da dor, administrada de forma contínua por via intravenosa.

Ela relatou ainda que o marido não havia passado por exame de tomografia até o momento da gravação da entrevista e que a família aguarda avaliação mais detalhada para descartar possíveis lesões internas, especialmente na cabeça.

“É muito triste, sabe? Tu vê a pessoa ali, que é uma pessoa trabalhadora, humilde, que tá ali correndo todos os dias, sabe? Tá assim, ó, numa cama de hospital. Não foi feita uma tomografia nele ainda, se eu tivesse condições agora com certeza já teria feito, sabe? Mas eu espero que não tenha sido nada grave na cabeça dele.” Afirma.

Ela ainda afirmou que não busca apontar responsabilidades sobre a causa do acidente, mas reivindica visibilidade ao caso e contato institucional após a ocorrência, destacando que se trata de um acidente envolvendo um órgão público.

Até o fechamento desta matéria, não houve resposta ao questionamento feito pelo Olhar do Vale por parte do presidente do SAMAE.

Confira entrevista com a esposa:

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