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Uma vida dedicada ao associativismo: aos 69 anos, Antônio Roberto Pacheco Francisco chega à presidência da CDL Brusque

Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale

Com uma trajetória marcada pelo associativismo, cooperativismo e forte ligação com o comércio, Antônio Roberto Pacheco Francisco assumiu a presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brusque trazendo na bagagem mais de quatro décadas de atuação voluntária em entidades representativas. Aos 69 anos, ele encara o novo desafio como uma extensão natural de uma caminhada iniciada ainda na juventude, em Araranguá, sua cidade natal.

A relação com o comércio começou cedo. Ao longo da carreira, Pacheco, como é conhecido, atuou no setor bancário, passou pela área farmacêutica, cooperativas de saúde e pela administração de condomínios, sempre mantendo contato direto com empresários e prestadores de serviço. “O comércio sempre esteve presente na minha vida. A clientela do banco, por exemplo, é majoritariamente do comércio, então essa convivência nunca se perdeu”, relembra.

O ingresso na CDL Brusque ocorreu em 2008, a convite de Altamir Schaadt, o Tamica, quando passou a integrar a diretoria como suplente do conselho fiscal. Desde então, construiu uma trajetória interna sólida, ocupando cargos de vice-presidente em duas gestões, diretor representante e conselheiro, sempre participando ativamente das decisões da entidade. Mesmo antes de assumir funções diretivas, já era presença constante nos eventos e ações promovidas pela CDL.

A chegada à presidência foi consequência natural desse percurso. Segundo ele, a indicação surgiu após anos de participação ativa e da avaliação de que seu perfil administrativo poderia contribuir com a entidade. “Chegou um momento em que disseram que estava na hora. É um desafio, mas entendi que podia contribuir com organização, planejamento e visão de longo prazo”, afirma.

Além da CDL, Pacheco mantém forte atuação em outras frentes. Atualmente, preside o Conselho Curador da Fundação Educacional de Brusque (Unifebe), integra o Conselho Universitário e a Comissão Própria de Avaliação da instituição. No cooperativismo, atua como delegado do Sicredi e já coordenou a agência de Guabiruba. Também possui histórico em conselhos de segurança, instituições financeiras e apoio a entidades como a Rede Feminina de Combate ao Câncer, onde contribuiu por uma década com suporte administrativo e financeiro.

À frente da CDL Brusque, a principal diretriz da nova gestão será a implantação de um planejamento estratégico alinhado às orientações da Federação das CDLs de Santa Catarina. A proposta é organizar funções internas, estabelecer metas claras e intensificar a busca por novos associados. Atualmente, a entidade conta com cerca de 800 empresas associadas.

Entre os projetos, está a produção de um livro comemorativo pelos 60 anos da CDL Brusque, que serão celebrados em 2029, reunindo dados históricos e registros da trajetória da entidade. A criação de novos núcleos de bairro também está no radar, com reuniões descentralizadas para aproximar a CDL dos comerciantes locais e estimular a adesão de novas empresas.

A retomada de eventos tradicionais, como os jantares do Dia das Mães e do Dia dos Pais, que já reuniram centenas de participantes no passado, é outra aposta para fortalecer o relacionamento com os associados. “Esses encontros criam vínculo, aproximam o empresário da entidade e fortalecem o comércio como um todo”, destaca.

Capacitação e inovação também figuram como prioridades. A CDL pretende ampliar o acesso a treinamentos, novas tecnologias e programas de qualificação, acompanhando as tendências apresentadas em grandes feiras do setor e trazendo esse conhecimento para os lojistas locais. Paralelamente, a entidade seguirá atuando no diálogo com o poder público, defendendo políticas que incentivem o crescimento sustentável do comércio e a economia local.

Sobre a Área Azul, administrada pela CDL, Pacheco afirma que o sistema está funcionando de forma adequada e, no momento, não há previsão de mudanças estruturais. Qualquer ampliação ou alteração dependerá de autorização do poder público e de reivindicação formal dos comerciantes das regiões envolvidas.

Para os próximos dois anos de mandato, a meta é alcançar cerca de 900 associados, um crescimento considerado realista diante do cenário econômico. “Sabemos das dificuldades, mas também vemos novas empresas surgindo. A ideia é crescer com responsabilidade, ouvindo o associado e construindo soluções coletivas”, conclui.

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