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Polícia Civil conclui em inquérito que dono de pizzaria em Brusque teve intenção de matar assaltante

Para a polícia houve excesso na reação do empresário, que amarrou o bandido e desferiu o tiro

Imagem: Divulgação/Polícia Civil Brusque

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigação Criminal de Brusque, concluiu o inquérito policial instaurado para apurar a morte de SAMUEL DE JESUS CONSTANTINO (20 anos), ocorrida na data de 06 de fevereiro, por volta das 2h00 da manhã, na Rua Mathilde Hoffmann, centro, e indicia o proprietário da pizzaria, de 49 anos pelo crime de homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar.

De acordo com o apurado pela Polícia Civil, por volta das 1h44, Samuel chega ao local e furta uma quantia em dinheiro que estava no interior do carro do investigado.

Posteriormente, o empresário percebe a subtração e reage ao furto, iniciando-se luta corporal com o bandido. O investigado consegue conter o SAMUEL e amarrar suas pernas e, parcialmente, os braços.

No local ainda estava presente a esposa do investigado, a qual, enquanto o investigado estava lutando com SAMUEL, aciona a polícia militar por meio do telefone. Mesmo o bandido estando com as pernas amarradas, sem poder deixar o local, o empresário uma arma de fogo que estava no interior do seu carro e realiza um disparo contra a cabeça da vítima, deixando o local em seguida.

Assim, o empresário foi indiciado pelo crime de homicídio doloso, tendo em vista que agiu com excesso na sua reação, conclui o Delegado Fernando Farias. O Delegado não decretou a prisão do empresário por entender que ele tem colaborado com a justiça e é réu primário.

O Delegado afirma ainda que ” o empresário estava trabalhando e foi vítima de surto, eu entendi que ele não oferece risco para a sociedade, embora tenha exagerado na sua reação”.

Uma arma de fogo foi apresentada pelo investigado e, mediante perícia, revelou trata-se da arma usada para a prática do crime. A arma em questão possui registro, porém como o investigado a portava de maneira irregular no momento do crime, foi indiciado também pela prática do porte ilegal de arma de fogo.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, aguardando a análise por parte do Ministério Público. O empresário responde o processo em liberdade.

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