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Polícia Civil abre inquérito para apurar racismo no jogo entre Brusque e Criciúma

caique goleiro criciuma
Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina deu início a um inquérito policial após a ocorrência de um suposto caso de injúria racial durante a partida de futebol entre Brusque e Criciúma, realizada no Estádio Augusto Bauer, em Brusque, no último dia 8 de fevereiro de 2025. O caso, envolvendo um torcedor do Brusque e o goleiro da equipe adversária, Caique Luiz Santos da Purificação, está sendo investigado pela Delegacia de Polícia da cidade.

Caso de Racismo no Estádio Augusto Bauer: Entenda os Fatos

De acordo com o relato de Caique, ele teria sido chamado de “macaco” por um torcedor do Brusque presente no estádio, configurando, em tese, o crime de injúria racial, conforme a Lei nº 7.716/1989, que tipifica os crimes de racismo e preconceito. A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência, e os envolvidos foram conduzidos à delegacia para a devida apuração.

A investigação será conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Brusque, que está analisando todos os elementos do caso. O delegado responsável, Odair Rogério Sobreira Xavier, informou que, embora a gravidade da acusação, a prisão em flagrante do suspeito não foi realizada. Isso ocorre porque, segundo a legislação, são necessários elementos probatórios robustos que justifiquem uma ação urgente, o que, no momento, não foi observado.

No caso em questão, diante da divergência dos relatos e da ausência de outros elementos de provas, como a ausência de testemunhas e a própria súmula do jogo, optou-se pela instauração de um inquérito policial para a devida apuração dos fatos.

O inquérito policial foi formalmente instaurado na 1ª Delegacia de Polícia de Brusque, onde todas as provas serão analisadas, testemunhas serão ouvidas e eventuais imagens de câmeras de segurança serão requisitadas para elucidar a ocorrência.

Caso a investigação confirme a prática do crime, o suspeito será devidamente indiciado e o inquérito policial encaminhado para prosseguimento pelo Ministério Público e Poder Judiciário, podendo ser condenado a uma pena de 2 a 5 anos de prisão e multa.

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