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Presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer participa de sessão da Câmara

Cumprindo requerimento apresentado pela vereadora Ana Helena Boos (PP) e aprovado pelo plenário, a Câmara de Vereadores abriu espaço na última sessão ordinária, dia 17, para o pronunciamento da presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), Sônia Zink. O convite foi alusivo à campanha Outubro Rosa, de conscientização e compartilhamento de informações a respeito da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.
Na tribuna, Sônia destacou a importância da mamografia para a descoberta precoce da doença. O exame, lembrou a voluntária, deve ser feito anualmente: “É necessário e de direito de todas as mulheres”, disse. “O câncer de mama é o mais incidente em mulheres, no mundo e no Brasil. Existem vários tipos deste câncer. Alguns evoluem de forma rápida, outros não”, alertou. “Os homens também podem ser acometidos pela enfermidade, embora os casos registrados no sexo masculino sejam bastante raros”.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), até o final de 2017, somente no Brasil, cerca de 60 mil mulheres terão sido diagnosticadas com câncer de mama – afirmou Sônia. “O câncer pode ser descoberto precocemente e as chances de cura são muito grandes. Então, mulheres, cuidem-se, amem-se e previnam-se, para evitar sofrimentos mais tarde”, ressaltou, frisando em seguida a relevância do autoexame das mamas.
Funcionamento e manutenção da Rede Feminina   
Segundo a presidente da RFCC, a entidade atende mulheres de Brusque, Guabiruba e Botuverá. Mensalmente, realiza de forma gratuita cerca de 300 a 400 exames preventivos do colo do útero e disponibiliza 90 mamografias e dez ultrassonografias. Conta com médico oncologista, enfermeira, auxiliar de enfermagem, fisioterapeuta, duas secretárias e diarista.
“Há algum tempo, a prefeitura nos cedia o médico e a enfermeira, mas hoje temos que pagar esses funcionários também”, observou Sônia. A RFCC, disse adiante, é mantida pelo trabalho de 45 voluntárias que realizam palestras em escolas, empresas e outros locais, além de eventos como bingos e macarronadas.  Pedágios, rifas e doações de pessoas físicas e jurídicas também colaboram com a manutenção da entidade, que requer mais de R$ 20 mil por mês.
“Temos parceria do Fórum, através de projetos, e com o SUS um convênio mensal, pago pelo trabalho realizado pelos nossos profissionais da Saúde, num valor que varia de R$ 2 mil a R$ 4 mil”, contou. “Até o ano passado tínhamos um convênio de R$ 3 mil mensais com a prefeitura de Brusque. Este ano, o convênio foi assinado só em setembro, mas até agora não recebemos nem um centavo”, acrescentou. O combinado era que o dinheiro fosse repassado 15 dias após a assinatura do documento, o que não ocorreu. Agora, o prometido é que a RFCC receba R$ 15 mil em três parcelas, em outubro, novembro e dezembro.
Após comentar sobre outras iniciativas da Rede, como os grupos de apoio e o empréstimo de perucas a mulheres em tratamento quimioterápico, Sônia respondeu a questionamentos formulados pelos vereadores. Dentre outros apontamentos, parlamentares teceram críticas ao governo no tocante à transferência de recursos, via convênio, para a entidade.

Publicado por Olhar do Vale

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