Unifebe Vargas

Não há data prevista para a implantação da coleta e tratamento de esgoto em Brusque

Atualmente cada morador providencia sua fossa séptica, mas não há informações sobre o local onde os dejetos são depositados.

Brusque – O Instituto Trata Brasil divulgou em Agosto um levantamento sobre a coleta e tratamento de esgoto no país. Santa Catarina ocupa a 6ª posição, com a  pior coleta, apenas 14,59% da população possui rede de tratamento de esgoto, cerca de 911 mil pessoas. Das 293 cidade, apenas 47 têm tratamento adequado de esgoto.

Brusque, esta entre as cidades que não possui tratamento de esgoto. Atualmente cada morador providencia sua fossa séptica e é competência da Vigilância Sanitária Municipal fiscalizar suas condições.

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Foto: Josi Dias

Segundo o presidente do Samae, Rogério Ristow, a instituição aguarda uma posição do Ministério das Cidades em relação à liberação de verbas para que o município possa elaborar seu plano de coleta e tratamento de esgoto. “Para o Ministério das Cidades, em princípio, o sistema de coleta de esgoto já estaria funcionando desde 1995, quando foi liberado o recurso para a implantação de 50 km de tubulação. Porém ninguém sabe onde foi parar essa verba e os tubos. Enquanto isso não estiver resolvido não será liberado um centavo para o município”, afirma Rogério.

Alguns desses tubos implantados em 1995 estão ligados às residências, mas não há informações sobre o local onde o esgoto é depositado. “Não existe um cadastro, e alguns tubos não existem mais devido às obras de macrodrenagem”, afirma o Engenheiro Sanitarista do Samae, Luan Freisleben.

Após a resposta do Ministério das Cidades, o primeiro passo é elaborar um plano de coleta e tratamento sanitário para implantação de cerca de 150 km de tubulação, o que corresponde a 1,3 mil hectares das 14 mil da área urbana do município. Com o projeto será possível definir o tipo de tubulação a ser utilizada, o número de estações de tratamento necessárias e o orçamento total da obra. “A estimativa é que sejam necessários cerca de R$ 40 milhões para implantação do sistema de coleta e tratamento, mas só com o projeto, com o estudo pronto é que vamos ter um número real”, afirma o engenheiro sanitarista.

Repórter: Josi Dias

Publicado por Olhar do Vale

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