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Acompanhamento médico: mãe de paciente terminal reclama de descaso da saúde brusquense

Idosa de 73 anos de idade possui câncer de útero e não estaria sendo acompanhada em sua casa, nem recebendo remédios e fraldas geriátricas;

Foto: divulgação

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Brusque – O tratamento de pacientes terminais, ou seja, aqueles cujas patologias são irrecuperáveis, são de suma importância nos últimos momentos da vida de uma pessoa. Nestas horas, o sofrimento, tanto da família do doente, quanto do próprio, é desmedido e qualquer conforto ajuda a diminuir a dor de todas as partes envolvidas. E como vivemos numa nação social e assistencialista, é obrigação do Estado prover tratamento médico para os cidadãos que se encontram neste tipo de situação.

Luzinete Marques (73), portadora de câncer de útero, encontra-se, lamentavelmente, em estado terminal. Ela é natural de Pernambuco e está em Brusque há poucos meses, morando com sua filha, Edilene Marques. Por conta do estágio avançado da doença a idosa – após orientação de dois oncologistas – preferiu recusar tratamento radioterápico, o que muito provavelmente só aumentaria o seu sofrimento e não a curaria. A fim de ficar perto da família, ela percorreu boa parte do Brasil, vindo morar na cidade, no Bairro Volta Grande.

Para piorar toda a situação, de acordo com Edilene, a sua mãe – que também é diabética – não vem recebendo tratamento domiciliar periódico. Em contato com Olhar do Vale (ODV) a mulher disse estar sendo vítima de descaso por parte da saúde brusquense. “Quando minha mãe chegou em Brusque, ela foi encaixada nas consultas domiciliares. O médico veio aqui em casa uma semana, apenas aferiu a pressão e não mediu glicose, mais nada (…) depois disso ele encaminhou para exame, só que eu já havia explicado que ela não ia fazer radioterapia porque era praticamente suicídio. Agora a gente não ganha remédio. Ela não está sendo medicada, nem está sendo acompanhada”, afirmou a cidadã em entrevista a nossa reportagem.

A filha de dona Luzinete também ressaltou que já foi a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Volta Grande para suplicar por acompanhamento domiciliar. No local, em certa oportunidade, ela teria sido maltratada por uma servidora pública que gerencia o postinho. “A gente já fez tudo! O que você quer?”, teria dito a responsável pela UBS, de forma rude e grosseira.

O problema, infelizmente, ainda não acaba. A família também estaria tendo problemas para conseguir fraldas geriátricas e insulina, remédio de uso diário e indispensável para o controle da glicose. “Fui pegar e também não consegui pegar porque a receita é de pernambuco. Está um descaso total com ela, ninguém resolve, ninguém passa medicação, está um descaso total”, lamenta.

Contraponto

A reportagem de Olhar do Vale (ODV) procurou a secretária de Saúde do município de Brusque, Crespa Webster, para comentar o assunto. Porém, não conseguimos manter contato nesta terça (5) e quarta-feira  (6). Apesar disso, uma das atendentes do Centro de Serviços em Saúde, situado na Praça da Cidadania, prometeu para a nossa equipe que irá entrar em contato com Edilene, a fim de solucionar o problema da família. A resposta oficial nos será concedida na manhã desta quinta-feira (7).

 por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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