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Quem fica com o Limoeiro?

Um problema que se arrasta há anos e interfere diretamente na vida dos moradores.

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Um problema que se arrasta há anos e interfere diretamente na vida dos moradores do bairro Limoeiro, limítrofe com a cidade de Itajaí, e também vivem está situação os bairros e localidades Limeira, Fazenda, Sorocaba e Mineral, com partes no território itajaiense.

 O caso recentemente foi trazido ao plenário da Câmara de Vereadores de Brusque, no requerimento Nº 135/2015 proposto pelo presidente do legislativo Jean dos Santos Pirola, que acredita ser inadmissível a situação atual da localidade, e que a prefeitura de Brusque está dando a manutenção necessária em sua parte e Itajaí não está fazendo o mesmo.

A discussão foi transformada em documentos apontando soluções e pareceria para solucionar os problemas. Pirola entregou os requerimentos há duas semanas, em mãos, ao prefeito de Itajaí Jandir Bellini “tivemos uma boa conversa, ele recebeu e ficou a promessa de que ele vai fazer um tapa buracos, principalmente na rua Itajaí, entre as outras que estão incluídas” relata Pirola.

Ainda sobre a conversa, o vereador explica que muitas chuvas ocorreram desde a visita, mas espera que as obras comecem a se concretizar, como a cabeceira da ponte do limoeiro, na entrada da cidade de brusque, “tem uma parte dela que está cedendo, e têm muitos buracos na via, não dá para ficar daquele jeito”.

Existe um histórico de cooperação entre as duas cidades, a proposta dos requerimentos é que as duas cidades se unam em prol da comunidade explica Jean, “nós também cogitamos a possibilidade de obter todo o território do bairro para Brusque, praticamente atendemos todas as necessidade da comunidade”, finaliza.

Na tarde de ontem a Prefeitura de Itajaí estava com uma máquina colocando macadame britada na rua Leopoldo Merizio. Serafim como gosta de ser chamado, diretor geral da Secretária de Obras explica que está é a primeira parte, após devem ser colocados 15 cm de base para então 7 cm de asfalto, porém, não sabe quando será colocado o asfalto, até agora nada foi confirmado pela Secretaria de Obras de Itajaí.

 

Serafim - Diretor Geral de Obras (Itajaí) - Morador Álvaro Laurentino

Serafim – Diretor Geral de Obras (Itajaí) – Morador Álvaro Laurentino

É caso de saúde pública dizem os moradores

Muitas lideranças no bairro já tomaram diversas providências inclusive acionar o Ministério Público, como explica o contador Álvaro Laurentino morador do bairro desde que nasceu “Isso já é um caso de Saúde Pública, ninguém consegue aguentar tanta poeira, imagina isso todos os dias dentro de casa”, desabafa. Ele já está desacreditado da situação do bairro e por isso vem notificando todas as emissoras e veículos de comunicação sobre o caso.

Alcides Laurentino - Moradora há 70 anos

Alcides Laurentino – Moradora há 70 anos

A história se arrasta há anos, seu Alcides Laurentino reside no bairro há 70 anos, ele conta que a situação está ruim há mais ou menos uns 20. Moram próximos e no mesmo terreno, todos os filhos e os netos, “a gente nunca teve uma assistência da prefeitura para as necessidades da comunidade, nunca apareceu secretário de obras aqui, a gente vive no abandono. Não entendo porque somos esquecidos geramos uma boa receita, temos muitas empresas instaladas por aqui, inclusive uma da família do Prefeito Jandir Bellini,” desabafa seu Alcides.

A poeira que levanta enquanto os carros passam na via é insuportável, não tem como a casa ficar limpa explica o morador Silvio Marche, residente no bairro há 18 anos, ambos moram na rua Edmundo Leopoldo Merizio, uma via de muita movimentação com muitos problemas estruturais.

Rafael Vargas é professor e reside no bairro Planalto de Brusque e estava lá para apoiar a causa dos moradores do Limoeiro porque entende que se o território de Itajaí fosse passado para Brusque, melhoraria até a educação “Eu já lecionei na E.EB Carlos Fantini, e muitos professores faltavam às aulas por conta de morarem em Itajaí, que fica muito mais distante, a escola vivia no abandono” lamenta o professor.

O caso já foi levado ao Ministério Público pelos próprios moradores que fizeram um abaixo assinado no ano passado, mas até agora nada está sendo feito, além da manutenção que começou a ser realizada ontem.

Por: Fernanda de Freitas

 

Publicado por Olhar do Vale

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