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“Esta barragem é uma dádiva de Deus”, afirma Secretário da Defesa Civil

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Aconteceu hoje (2) no auditório do Centro Empresarial Social e Cultural de Brusque a apresentação do estudo e projeto para a construção da barragem no município de Botuverá. O objetivo da barragem é evitar cheias principalmente nos municípios de Brusque e Itajaí. O estudo foi realizado pela empresa Iguatemi Consultoria.

Estiveram no encontro, entre várias autoridades, o Secretário Estadual da Defesa Civil Milton Hobus, diretores da Iguatemi Consultoria, que realizou o projeto,  e o prefeito de Botuverá José Luiz Colombi. O prefeito de Brusque Paulo Eccel e o Secretário de Desenvolvimento Regional Jones Bosio não compareceram ao evento.

Nesta reunião estava prevista a vinda do governador Raimundo Colombo, que cancelou sua presença em função do mau tempo ( impossibilitando o voo de helicóptero) .

Para o Secretário da Defesa Civil, a barragem de Botuverá faz parte do grande sistema de prevenção de cheias do complexo do Vale do Itajaí e trará muitos benefícios a comunidade.  “A barragem de Botuverá é uma barragem de porte médio e será a primeira barragem do Brasil com uso múltiplo bem definido. Ela não vai servir tão somente para a prevenção das cheias que já seria importantíssimo, se considerarmos os números dos últimos 50 anos. Com a construção dessa barragem nós não teremos mais grandes enchentes em Brusque, por exemplo, e, além disso, o volume de água que será retido nessa barragem vai nos permitir abastecer todas as populações de Botuverá, Brusque, Itajaí e Balneário Camboriú com água da melhor qualidade”. O Secretário não para por aí. ” Nós poderemos também acumular mais água para os momentos de estiagem para abastecer tanto o consumo humano, o consumo industrial,a atividade agrícola. A barragem vai também gerar energia elétrica. 1,65 megawatts não é um volume muito grande, mas vai permitir que este sistema seja auto-sustentável que é uma coisa inédita e diferente”, afirma

O prefeito de Botuverá Nene Colombi está satisfeito com o projeto, porque “além das funções da barragem ela vai gerar o turismo, temos que nos preparar vai ter bastante gente trabalhando. Que corra tudo bem. É uma obra que não é prioridade de Botuverá, mas vai ajudar toda região. Está se colhendo os frutos da grande preservação que Botuverá fez. Vamos minimizar as cheias na regiã”, acrescenta.

 

Prazos e impacto

De acordo com o  Secretário  Milton Hobus o valor de projeto é de R$ 115 milhões mas com o processo licitatório, deve baixar para  R$ 100 milhões. “O Governo do Estado já trabalha em todo o processo de licenciamento ambiental da obra para que quando o processo de licitação esteja concluso, nós poderemos dar a ordem de serviço para a execução da obra. No mês de maio, o governador deve voltar aqui na região para assinar o edital de licitação de obras. A licitação tem um prazo legal de 45 dias e a partir daí se conhecerá a empresa vencedora e o governo poderá dar ordem de serviço já que os recursos já estão alocados para esta obra . Nós calculamos que no mês de agosto o governador possa dar ordem de serviço pra a obra começar. A conclusão se dará de dois anos a dois anos e meio”, conta.

Quanto a polêmica que a barragem está causando, o Secretário foi taxativo: ” Isso é natural numa obra tão grande causar impactos, mas essa barragem é uma dádiva de Deus . É uma das barragens com o menor impacto negativo para a população. Nós teremos só seis famílias que na cota máxima de enchente, que as barragens vão estar no seu pico máximo  que serão atingidas . Lógico que essas terras serão devidamente desapropriadas pelo Estado, então isso é muito pouco. O impacto é muito pequeno”.

 

 

 

Publicado por Anderson Vieira

Publicado por Olhar do Vale

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