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Para sair da mira do TCE, Guabiruba quer reduzir até R$ 900 mil da folha de pagamento

Matias Kohler falou com nossa reportagem sobre a notificação recebida pelo órgão fiscalizador estadual;

Foto: Suelen Cerbaro -

Foto: Suelen Cerbaro –

Brusque – A Prefeitura de Guabiruba, município vizinho a Brusque, está na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde o início de agosto, quando foi notificada pelo órgão por ultrapassar o limite previsto em lei dos empenhos com folha de pagamento. Ouvido pela reportagem de Olhar do Vale (ODV) nesta manhã, Matias Kohler (PP), mandatário do executivo, relatou que já estava ciente de que isso ocorreria. Considerou, inclusive, normal e de praxe.

O pepista creditou tal situação à diminuição da arrecadação municipal. De acordo com ele, se o município deixa de ganhar dinheiro e os salários dos servidores públicos têm de serem pagos, seria natural que o comprometimento do orçamento com a folha extrapolasse. “Nós estamos enfrentando como já foi anunciado, com os cortes necessários, até mesmo no salário dos secretários, redução de horas extras, corte de gratificações e agora o Tribunal de Contas, cumprindo seu papel de órgão fiscalizador, notificou o município”, explicou.

“Temos que gastar menos”

Ainda segundo Matias Kohler, o município já vem se readequando à situação de crise instalada e todo o país e sugeriu que nos próximos 60 dias o panorama deve voltar a sua normalidade. “A comunidade está sentindo um número menor de obras acontecendo, mas não vamos cortar serviços essenciais como saúde e educação. Temos que continuar oferecendo esses serviços num nível satisfatório para a população”, disse o chefe do Executivo guabirubense.

Obras de pavimentação que já estavam no cronograma e no andamento, além da construção da Unidade Básica de Saúde do Bairro Imigrantes, não irão ser interrompidas. “São obras que não podem parar pela metade. Mas não vamos iniciar nenhuma obra no momento”.

Até dezembro de 2015, a Prefeitura de Guabiruba espera reduzir até R$ 900 mil de sua folha de pagamento, com mais cortes em várias áreas. “Nós temos que nos adequar a realidade e todos juntos, unidos, vamos mudar isso”, finaliza.

OUÇA:

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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