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Fórum Sindical: Órgão levanta suspeitas sobre venda de terrenos da Prefeitura ao Samae

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Foto: divulgação –

Em reunião extraordinária na manhã desta segunda-feira, 23, o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região deliberou posicionamento contrário ao projeto de lei que tramita na Câmara municipal de Brusque e que trata da venda de terrenos da Prefeitura ao Samae. Os integrantes do Fórum vão solicitar debate mais amplo sobre o tema com a sociedade e , se preciso, ingressar com medidas junto aos órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público.

Na avaliação dos sindicalistas, não há necessidade de transação financeira nesta situação, caso a autarquia municipal necessite de imóvel para executar ações em torno do abastecimento de água ou melhoria do serviço à população. “Se o Samae precisa de um terreno pertencente à Prefeitura, basta que a própria Prefeitura ceda esse imóvel. Isso pé possível, pois o Samae é um órgão público municipal ligado à Prefeitura”, pondera o sindicalista Mario Luiz Dada, presidente do Sindicato dos Bancários.

Os sindicalistas apontaram situações que mostram a série de dúvidas que pairam sobre o projeto. Inclusive declarações dadas pelo diretor-presidente da autarquia, Roberto Bolognini, na edição de sexta-feira, 20, do Jornal Município Dia a Dia, em que o mesmo afirma não conhecer o projeto todo para emitir opinião. Outra situação que causa estranheza na avaliação dos sindicalistas é o valor dos imóveis, em especial um deles, localizado na região do Ribeirão do Mafra, Bairro São João, anunciado por R$ 850 mil na negociação. Algo que estaria muito acima do valor de mercado em termos de imóveis naquela área da cidade, afirmaram os integrantes do Fórum.

Com base nestes e em outros pontos, o Fórum encaminhou ofícios ao prefeito Roberto Pedro Prudêncio neto (PSD), solicitando que o Executivo retire o projeto de lei de tramitação da Câmara, bem como ao próprio Legislativo, na pessoa do presidente Jean Pirola (PP), mostrando seu posicionamento contrário, solicitando a rejeição do mesmo, caso seja votado, bem como a realização de uma audiência pública para tratar do assunto com a sociedade.

“Até para esclarecer essas dúvidas que surgiram. Nada melhor do que a Câmara trazer pra si esse debate e estaremos lá participando para saber a necessidade, a legalidade e a viabilidade da compra desses terrenos”, comenta o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sinseb), Orlando Soares Filho.

Para o coordenador do Fórum, Izaias Otaviano, temas como esse precisam ser discutidos de forma ampla com a sociedade. Para ele, há pontos no projeto que colocam em dúvida a real intenção do processo todo. “Vemos com muita preocupação, pois os projetos não são muito claros. Entendemos que é um montante muito alto (em torno de R$ 4,7 milhões por três terrenos) para se votar um projeto desses em regime de urgência, sem discussão com a sociedade”, frisa ele.

Publicado por Olhar do Vale

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