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“Eu vou ser vice-prefeito até o final do mandato”: Farinha fala sobre situação politica em Brusque

Vários assuntos foram abordados durante entrevista concedida à Olhar do Vale (ODV), nesta segunda-feira (2);

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Foto: Wilson Schmidt Junior –

Brusque – Se existe uma palavra que há muito tempo não define o panorama político brusquense, essa palavra é tranquilidade. O ambiente conturbado pode ser exemplificado com a situação envolvendo a relação pessoal e profissional entre o vice-prefeito Evandro de Farias (PP), o Farinha, e o prefeito Paulo Roberto Eccel (PT). Principalmente após as declarações públicas do pepista, escancarando a indignação e o mal estar após as exonerações de comissionados da cota progressista no governo.

Fato que gerou a convocação de uma reunião da executiva municipal da legenda, no último dia 14 de janeiro, na sociedade Guarani. Após votação entre os 14 membros da diretoria, ficou decidido por oito votos, contra seis, pela saída do Partido Progressista do governo. Mas sob que moldes seria efetuada tal dissidência? Houve mesmo o desligamento da base governista? A certeza é que muita coisa ficou no ar e que, definitivamente, as idas de Evandro até a prefeitura ficaram cada vez mais raras.

Para falar sobre este e outros assuntos o presidente do PP em Brusque recebeu a reportagem de Olhar do Vale (ODV), na tarde desta segunda-feira (2), na sede da empresa Rivel, onde agora Farinha dedica a maior parte do seu tempo.

Idas à prefeitura

De acordo com a Constituição Federal, as prerrogativas clássicas de um vice são substituir o titular no caso de impedimento, além de suceder-lhe, no caso de vaga. Sob essa ótica, não se pode falar em outras atribuições. Em verdade, ele se encontra em estado de prontidão. Funções ele terá se assumir a chefia do Poder Executivo. A remuneração ao vice existe pelo simples fato de prontidão em que ele se encontra.

Mesmo assim, segundo Evandro de Farias, o seu atendimento ao público continua, as terças e quintas-feiras, na prefeitura de Brusque. “O vice-prefeito não tem que cumprir horário na prefeitura, mas mesmo assim, terças e quintas eu atendo quem precisa de orientação. Estou no quarto andar, no meu gabinete, atendendo qualquer demanda, de qualquer cidadão, qualquer amigo meu que me procure”, afirmou.

Situação do PP em Brusque

Após a votação que decidiu pela saída da legenda da base governista liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), declarações de correligionários dissidentes e dos que querem permanecer dividiu a opinião pública. Afinal de contas, qual é a posição progressista? Farias, presidente da executiva municipal, preferiu optar pela liberdade. “Um partido é formado por diversas pessoas. Mesmo que a maioria optou pela não permanência no governo, a gente deixou livre para quem quisesse continuar. Mas o nosso grupo (dissidentes) não faria mais parte daquelas atitudes (exonerações) e daquele tipo de governo que está sendo feito”, pontua.

Apesar de admitir ser uma situação bastante estranha politicamente, Evandro falou que está sendo tranquilo manter o cargo de vice-prefeito. “Não tem acontecido nenhuma situação ruim dentro da prefeitura”.

Declarações de pepistas que defendem a manutenção da legenda partidária na base governista afirmaram, há algum tempo, que o PP só sairia do governo se Farinha renunciasse ao cargo. O que segundo o político, está fora de questão. “Eu vou ser vice-prefeito até o final do mandato. Quem me deu esse cargo não foi o prefeito e sim a população brusquense. Nós fomos eleitos por uma grande maioria da população e eu nunca deixaria de prestigiar as pessoas que confiam e querem ser atendidas por mim. E quanto à carreira política, o futuro a Deus pertence (…) acima do Paulo e do Farinha, tem uma Brusque que merece ser cuidada e tratada com todo o respeito” declara.

Cisão no partido

Apesar de ideias contrárias, a relação entre os dois lados do Partido Progressista, ainda é, segundo Farinha, baseada na boa convivência e comunicação. Evandro soube dizer que a legenda está, sim, dividida. Porém, afirmou que só o futuro mostrará qual dos ideais estavam certos. “Vamos ver quem tinha ou não razão”, completa.

O presidente municipal não soube afirmar qual será o desfecho da situação que envolve os contra e pró-governo. Porém, deixou como certeza que se não houver diálogo, o grupo dissidente cada vez menos terá contato com o Executivo.

A entrevista exclusiva e na íntegra com Evandro de Farias você acompanha clicando no play, logo abaixo:

por Wilson Schmidt Junior

 

Publicado por Olhar do Vale

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