Unifebe Vargas TEVAH

Câmara: resolução aprovada gera embates sobre criação do cargo de Assessor Legislativo

Assunto "assessores" foi intensamente debatido durante discussão do Projeto de Resolução que criou o cargo de chefe de serviços gerais;

porta-documentos-do-poder-legislativo-assessor-14212-MLB4046254014_032013-F (800x600)

Foto: ilustração –

Brusque – Aprovado pela maioria dos legisladores da Câmara de Vereadores de Brusque, o Projeto de Resolução número 2/2015, que cria o cargo de chefe de manutenção e serviços gerais na casa, rendeu uma longa discussão no plenário. Ao contrário do observado na maioria das sessões, na noite desta terça-feira (17) a oposição e situação se viram divididas entre si na deliberação.

De acordo com o presidente Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD), trata-se apenas de uma readequação de nomenclatura exigida pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, para um cargo que já existe há muito tempo. “Determinaram uma série de readequações e uma delas foi a mudança de nome deste cargo. Então, nós estamos fazendo apenas o que o tribunal preconiza”, afirmou o oposicionista do governo.

Não foi o que entendeu o vereador Guilherme Marchewsky (PMDB), ex-presidente da Câmara. Durante discussão da matéria, ele se utilizou da palavra na tribuna, defendendo que durante sua gestão fez o possível para não onerar o legislativo. Por isso, posicionou-se contra a minuta. Aproveitou, também, para levantar e repudiar a questão dos assessores para os vereadores, cujo retorno faz parte do “plano de legislatura” de Prudêncio à frente da Câmara. “Não serão 15! Serão 14! Eu não vou querer nenhum assessor! Temos que dar exemplo para Brasília. É o nosso dever. Chega de criar gastos desnecessários”, bradou.

Mesmo se posicionando contra o Projeto de Resolução em questão, o peemedebista não deixou de ser alvo dos petistas. Valmir Ludvig (PT) o repreendeu, dizendo não ser certo Guilherme afirmar que serão 14, pois ele próprio também não pretende se utilizar dos serviços de um assessor legislativo.

Felipe Belotto (PT), líder do governo, foi mais longe ainda. Disse que Marchewsky, agora, fala em não oneração da Câmara, mas quando era presidente nomeou vários cargos de confiança que continuam até o momento trabalhando no legislativo. Quando ao projeto de resolução em discussão durante a sessão, o petista relatou para Olhar do Vale (ODV) que também é contra, pois, foi realizado um concurso público com o mesmo fim, no ano passado. “As pessoas começaram a chegar em setembro. Não é aceitável que em menos de seis meses tenhamos que colocar mais funcionários para a Câmara”, afirma.

Sobre o projeto que ainda engatinha, que preconiza a possibilidade de contratação de um assessor legislativo para cada vereador, Belotto diz que já existem várias camadas da sociedade que se manifestam contrárias. “A casa vai ter um aumento de custos, porém, dentro da possibilidade de gastos disponibilizadas pelo governo municipal. Ok. Porém, os recursos que voltam para a Prefeitura são investidos de outra forma. Vamos ter que trabalhar isso muito bem e discutir isso com a sociedade”.

Retornando ao presidente da Câmara, Prudêncio também falou sobre a possível criação do cargo de assessor. “É uma questão bem embrionária ainda. Está tramitando nas comissões. É uma resolução da Mesa Diretora dando possibilidade. Não tem nada concreto, então nem tem porque a gente falar de assessoria”, finaliza.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

Avalie essa notícia

Os comentários serão analisados pelo editor do site e podem ser excluidos caso contenham conteúdo discriminatório, calunioso ou difamador. O nosso objetivo é promover a discussão de ideias entre os internautas. Esteja ciente que comentando aqui você assume responsabilidade pela sua opinião.