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Câmara: Lima propõe mudanças na distribuição de cestas básicas

Ele recomenda que entrega aconteça nos bairros e sugere, ainda, a adoção de cartões magnéticos creditados com o valor do benefício;

Foto: divulgação -

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Brusque – O vereador Sebastião Alexandre Isfer de Lima, o Dr. Lima (PSDB), é autor de uma Indicação apresentada ao poder Executivo com sugestões que visam mudar a forma de distribuição de cestas básicas pela prefeitura. Ele propõe que a entrega ocorra no bairro ou no núcleo habitacional onde os beneficiários residem e pede, ainda, que seja avaliada a possibilidade de substituir os procedimentos físicos por um cartão magnético, com o respectivo crédito correspondente ao valor da cesta básica. Na proposição, o legislador observa que o uso de tal tecnologia proporcionaria dignidade e permitiria às pessoas auxiliadas pelo poder público adquirir produtos que atendam suas necessidades imediatas. Dr. Lima se pronunciou a respeito do assunto durante a sessão ordinária da terça-feira, 28.

“O controle desta distribuição poderia ficar sob a responsabilidade das associações de moradores, da ação social ou entidades correspondentes, que fariam a entrega em dias e horários previamente agendados”, afirmou Dr. Lima em relação à primeira ideia. “O objetivo seria avançar em termos de dignidade, evitando ao máximo a exposição de pessoas que já experimentam um padrão social cheio de privações e sacrifícios”, acrescentou.

A distribuição das cestas básicas, atualmente, ocorre nas dependências do terminal urbano, o que, para o vereador, já pode ser considerado um avanço se comparado aos tempos em que era preciso descer a rampa da prefeitura com o sacolão nas costas. “Era um quadro humilhante e vexatório, pois as pessoas desciam o morro com um peso de 25 quilos nas costas, cruzando o Centro da cidade a caminho do ponto de ônibus mais próximo”, disse o parlamentar.

“Em várias épocas, essa benevolência foi indecentemente explorada como moeda de troca em momentos eleitorais. Apreciei muitas cenas deprimentes e abomináveis. O popular sacolão tornou-se o exemplo mais evidente do escroque e da mesquinharia do processo eleitoral brusquense”, salientou. “Estamos em outro momento, a legislação prosperou, punições aconteceram. A distribuição de sacolões a serviço da preferência eleitoral parece ter diminuído acentuadamente”, emendou. “Certa vez, ao apreciar do meu consultório as pessoas passando com sacolões nas costas, a caminho do terminal, questionei uma pessoa que era vereador. Perguntei-lhe: ‘Por que não buscar uma forma menos humilhante de distribuir as cestas básicas?’. Aquele líder, respondeu-me: ‘Deixa assim, é melhor, desta forma, a pobreza desce o morro com a sensação de que foi o prefeito quem deu'”, concluiu Dr. Lima.

Publicado por Olhar do Vale

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