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Câmara avaliza veto de Prudêncio; Prefeitura não poderá ceder ambulância para eventos privados

Decisão foi tomada durante sessão desta terça-feira (1º) da Câmara de Vereadores;

Foto: divulgação -

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Brusque – Mesmo sendo de autoria de um vereador de situação (Jean Pirola, do PP), a proposta que autorizava a Prefeitura de Brusque a disponibilizar suas ambulâncias e equipamentos médicos em eventos privados que pudessem gerar divisas para o município foi vetado pelo prefeito Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD). E apesar de a bancada governista ser maioria o veto foi mantido durante sessão legislativa realizada na noite desta terça-feira (1º).

A maioria até chegou optar pela sua derrubada, mas para isso seriam necessários oito legisladores, tornando, assim, a maioria absoluta. E não foi o que ocorreu. Votaram contra o veto Jean Pirola (PP), José Zancanaro (PSD), André Rezini (PPS), Ivan Martins (PSD), Pipoca (PP), Kito Maestri (PMDB) e Dejair Machado (PSD). Abstiveram-se Claudemir Duarte (PT) e Guilherme Marchewsky (PMDB). Os favoráveis ao veto, por obra do acaso, foram Marli Leandro (PT), José Isaias Vechi (PT), Valmir Ludvig (PT), Celso Carlos Emydio da Silva (PSD), Nilson Pereira (PTB) e o líder do governo, Alessandro Simas (PR).

“Fiquei surpreso quando aportou a casa o veto, alegando a inconstitucionalidade do projeto. No meu ponto de vista não há qualquer tipo de invasão dos preceitos do Legislativo aos preceitos do Executivo. Mas a Câmara achou por bem manter o veto e infelizmente esse projeto que daria autonomia ao prefeito que estiver no comando da cidade e, inclusive, diminuir os custos dessas entidades, foi reprovado”, disse Pirola, defendendo que por muitas vezes ambulâncias do município ficam paradas e obsoletas enquanto poderiam estar contribuindo com as entidades do município.

Simas, como não podia ser diferente, saiu em defesa do governo. Para ele, ao tentar resolver um problema, um maior ainda foi criado. Para ele, poderia acontecer de o veículo precisar ser utilizado em outra área da cidade, ao mesmo tempo em que ele está disponibilizado em algum evento. “O que vamos fazer? Parar o evento?”, disse.

Ludvig, do PT, tem a visão de que eventos particulares têm de ser estritamente organizados, justamente, pela iniciativa privada. “Um evento desse e com um problema fora, a Prefeitura tem que dar conta. Então, a gente entende que foi correto o que a Câmara fez e o veto acabou permanecendo”, falou.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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