Unifebe Brusque Vargas Têxtil

Bóca e Rolf são os novos prefeito e vice de Brusque

Posse ocorre às 18h;

Foto: divulgação -

Foto: divulgação –

Brusque – Após muita articulação política e várias reviravoltas, está decretado: Bóca Cunha (PP) e Rolf Kaestner (PP) são os novos prefeito e vice de Brusque. Com público lotando a plateia da Câmara e, também, ocupando boa parte da Praça Sesquicentenário, os progressistas desbancaram por 9 votos a 6 a chapa concorrente, de Prudêncio e Rezini.

Alessandro Simas (PSD) creditou seu voto à chapa 02 a todo o trabalho desenvolvido por Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) durante o período em que ele governou a cidade de Brusque interinamente.

André Rezini (PPS), ao declarar o seu voto para a chapa que tem seu pai como vice-prefeito (chapa 02), qualificou como aberração a decisão de a mesa diretora deferir a candidatura da chapa 01, de Bóca e Rolf. Para ele, trata-se de uma ilegalidade que não condiz com o que decidiu o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE SC). Para Rezini, apenas a chapa 02 deveria concorrer.

Célio de Souza (PMDB), uma das grandes incógnitas, já que sempre foi desafeto da gestão Prudêncio, porém, integrante de um dos partidos que compõe a sua chapa, declarou de maneira sucinta seu voto na chapa encabeçada por Bóca Cunha, indo, inclusive, contra Danilo Rezini (PMDB), seu correligionário e vice na chapa 02. O resultado, já esperado por uns, pegou de surpresa muita gente na Câmara.

Claudemir Duarte (PT), ao votar na chapa 01, declarou que a cidade piorou muito desde que Prudêncio assumiu, de maneira interina, a Prefeitura de Brusque.

Dejair Machado (PSD), como era de esperado, votou em Prudêncio e Rezini. Porém, reiterou que a sua atitude será de apoio ao novo governo que – já admitindo a derrota – viria a ser eleito.

Edson Ruben Muller, o Pipoca (PP), votou em Bóca Cunha e Rolf Kaestner, seus correligionários. Para justificar, disse que Brusque precisa de gestores comprometidos para, segundo ele, “voltar aos trilhos”.

O pessedista Ivan Martins foi rápido, dizendo, apenas, que por todo o trabalho realizado durante a gestão interina, votaria em Prudêncio para a continuidade de seu governo, agora de forma definitiva.

Jean Pirola (PP), um dos que batalharam pela deferência da candidatura de Bóca e Rolf, declarou seu voto aos seus correligionários, admitindo que Prudêncio fez coisas boas durante a sua gestão interina, mas que não poderia ir contra as suas cores partidárias, mesmo outrora apoiando o prefeito interino.

José Isaias Vechi (PT) votou na chapa 01, de Bóca e Rolf, mesmo sem estar contente com tal situação. Para ele, bom mesmo seria se Paulo e Farinha fossem restituídos ao cargo de prefeito e vice de Brusque.

José Zancanaro (PSB) disse estar em uma posição muito difícil, pois, todos os candidatos são seus amigos. Porém, pedindo vênias a Bóca, acabou votando na chapa 02.

Marli Leandro (PT) disse se tratar um dia histórico, não por motivos bons, mas pela concretização de uma injustiça contra um governo eleito pela maioria da população, se referindo a Paulo e Farinha, cassados em março de 2015. Por fim, votou em Bóca e Rolf, afirmando que, apesar da injustiça, a cidade precisa continuar a andar.

Moacir Giraldi (Dem) votou em Bóca e Rolf, afirmando que Prudêncio não cumpriu muita coisa do que prometeu durante sua gestão interina, principalmente nos quesitos de gastos públicos e corte de cargos. Giraldi disse, também, que a saúde foi uma grande mazela com Prudêncio à cadeira de prefeito.

Norberto Maestri (PMDB) disse que não poderia votar em outra chapa, senão a de Prudêncio e Rezini, justamente por ser fiel a sua agremiação partidária, mesmo com todas as intempéries da interinidade de Prudêncio.

A votação encerrou com Valmir Ludvig (PT). Ele acabou qualificando como infame a eleição, classificando como golpe toda a situação envolvendo a cassação de Paulo Roberto Eccel (PT) e Evandro de Farias (PP). Mesmo assim, acabou votando em Bóca e Rolf, decretando assim a vitória da dupla progressista.

Placar:

Alessandro Simas: chapa 02

André Rezini: chapa 02

Célio de Souza: chapa 01

Celso da Silva: chapa 01

Claudemir Duarte: chapa 01

Dejair Machado: chapa 02

Edson Ruben Muller: chapa 01

Ivan Martins: chapa 02

Jean Pirola: chapa 01

José Isaias Vechi: chapa 01

José Zancanaro: chapa 02

Marli Leandro: chapa 01

Moacir Giraldi: chapa 01

Norberto Maestri: chapa 02

Valmir Ludvig: chapa 01

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

Avalie essa notícia

Os comentários serão analisados pelo editor do site e podem ser excluidos caso contenham conteúdo discriminatório, calunioso ou difamador. O nosso objetivo é promover a discussão de ideias entre os internautas. Esteja ciente que comentando aqui você assume responsabilidade pela sua opinião.