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Após embates entre oposição e situação, Fila Zero do Câncer é aprovado na Câmara

Projeto de Lei do vereador Alessandro Simas foi aprovado por dez vereadores. Três foram contrários e um se absteve;

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Foto: Câmara de Brusque –

Brusque – A primeira discussão e votação do Projeto de Lei número 16/2014, de autoria do vereador republicano Alessandro Simas, gerou bastante discussão entre a atual situação e a atual oposição. A matéria, intitulada de Fila Zero do Câncer, prevê que pessoas acometidas pela doença sejam atendidas de maneira mais rápida em exames e consultas médicas gerais e não apenas as relacionadas com a patologia. “Temos que agilizar o procedimento, pois, a doença pode progredir”, afirmou o proponente.

Numa explicação bastante técnica, o vereador Celso Carlos Emydio da Silva (PSD), médico que é, se mostrou veemente favorável à minuta. Na tribuna, ele relatou que já acompanhou vários casos terminais e benignos da doença e que qualquer conforto e agilidade durante o tratamento é bem vindo, tanto para o paciente, tanto para a família que, segundo o pessedista, por muitas vezes fica sem saber o que fazer.

Marli Leandro (PT), por sua vez, não poupou críticas ao projeto de Simas. Para a petista, o PL cria falsas expectativas no acometidos pelo Câncer, já que na prática, ele não irá funcionar. A sindicalista aproveitou para reiterar que tratamento de alta complexidade é responsabilidade do Governo do Estado e, não do município. “Quando chega no Estado, aí é que começam as filas”, pontua.

Edson Ruben Muller (PP), o Pipoca, se mostrou em dúvidas sobre a matéria, repetindo o discurso de Marli Leandro, dizendo que, se aprovado, o projeto irá criar falsas expectativas. “Em Blumenau, onde é feito o tratamento de radio e quimioterapia, a nossa lei não terá validade”, afirmou.

Guilherme Marchewsky (PMDB), durante seu pronunciamento sobre o PL, contrapôs a oposição, dizendo que não se tem que ficar esperando e culpando o Estado. “Nós é que temos que fazer dar certo, fazer convênios”. Simas também o fez, criando polêmica. “Se é gasto R$ 70 mil com a casa de passagem, que de passagem não tem nada, é preferível gastar o mesmo com 14 médicos”, ressaltou. Simas ainda explicou novamente o projeto, dizendo que não se trata na prioridade do tratamento do Câncer em si, mas de outras doenças que podem surgir, em exames e consultas gerais.

Valmir Ludvig (PT) retrucou e disse que é sim responsabilidade do governo proporcionar menos filas para as pessoas que precisam de tratamento de Câncer. Ainda disse que o projeto é obsoleto, pois já existe legislação vigente em nível federal que trata sobre a prioridade no tratamento dos afetados pelo Câncer.

Finalizando a discussão, Dejair Machado (PSD) disse que não sabe o porque de tanta polêmica por um projeto tão simples. “É só para priorizar o atendimento na unidade de saúde, meu Deus”.

Após mais de uma hora, dez vereadores votaram favoráveis, três foram contrários e um se absteve.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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