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Ministério Público denuncia compra de votos em Guabiruba nas últimas eleições municipais

Entre os réus estão ex-detentores de cargos de comissão, ex-candidatos, empresários e moradores;

Foto: Câmara de Guabiruba -

Foto: Câmara de Guabiruba –

Guabiruba – Reportagem exclusiva trazida na manhã desta terça-feira, 22 de março, no Jornal Município Dia a Dia, traz à tona um possível escândalo de compra de votos na cidade de Guabiruba. Segundo a reportagem, o Poder Judiciário brusquense recebeu recentemente uma ação penal oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que acusa uma série de pessoas, entre possuidores  de cargos comissionados, candidatos eleitos e não eleitos a vereador nas eleições de 2012, um casal proprietário de uma terraplanagem e, também, as pessoas que teriam se corrompido, trocando seus votos pelas famosas cargas de brita.

De acordo com o MPSC, a empresa Terraplanagem Zucco – administrada pelo casal Renato Zucco e Maria Aparecida Zucco – atuava ilegalmente, entregando brita à moradores de Guabiruba. Ocorre que, supostamente, a corporação fazia isso como se estivesse prestando serviços de escavação hidráulica à municipalidade, já que era contratada pela Prefeitura, à época administrada por Orides Kormann (PMDB). Os materiais seriam entregues, em troca de que os beneficiários votassem em José Vicente Baron (PSD), Osmar Francisco Demétrio (Dem) e, também, em Haliton Kormann (PMDB), que foi o único dos três a se eleger. Também é réu na ação o ex-secretário de obras Clodoaldo Riffel, suposto articulador das entregas de britas. Orides não foi apontado como réu por não haver provas suficientes.

Vale ressaltar que alguns dos réus admitiram a transação comercial eleitoral. Outros preferiram ficar em silêncio. Assim como o casal da

Alguns dos moradores de Guabiruba admitiram a transação - Foto: ilustração -

Alguns dos moradores de Guabiruba admitiram a transação – Foto: ilustração –

terraplanagem, que decidiu não se manifestar, o que será feito apenas em juízo. Haliton Kormann ressaltou que não tem nada a ver com a situação e, inclusive, levantou a possibilidade de que isto tenha sido obra da oposição. Os dois candidatos também negaram as acusações. Clodoaldo, que já foi interrogado pelo MPSC, também negou qualquer tipo de delito.

Se forem condenados e aceitarem acordo judicial, os que se corromperam ao vender os votos poderão pagar dois salários mínimos, que serão ressarcidos aos cofres da Prefeitura de Guabiruba. Aos demais, pode ocorrer a condenação com base na Lei de Improbidade Administrativa, aplicação de sanções, pagamento de multa e, claro, a perda de função pública.

por Wilson Schmidt Junior

com informações do jornal Município Dia a Dia

 

Publicado por Olhar do Vale

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