Reunião em Itajaí discute a construção da Barragem de Botuverá


barragem
Foto: divulgação –

Na noite desta quarta-feira, 11 de novembro, na Câmara de Vereadores de Itajaí, foi realizado um encontro que reuniu lideranças políticas e empresariais dos municípios de Botuverá, Brusque, Guabiruba e Itajaí. O evento, que tinha como pauta a construção da barragem de Botuverá, contou também com a presença do secretário de Estado da Defesa Civil, Milton Hobus.

“Nosso objetivo é a formação de um consórcio entre as Câmaras, pois representamos o Poder Legislativo nestas cidades. E, com o apoio do Governo do Estado, pretendemos construir um diálogo e instrumentalizar propostas que nos permitam avançar, sem ficar apenas na discussão e no lamento. Queremos criar algum instrumento técnico e jurídico que nos permita ter representatividade perante os demais órgãos”, disse, em seu discurso inicial, o presidente da Câmara de Itajaí, Luiz Carlos Pissetti.

O edil listou três propostas que são fundamentais para minimizar os prejuízos com as enchentes, sobretudo em Brusque e Itajaí: dragagem permanente do rio Itajaí-Mirim, a construção de canais extravasores e a concretização da obra da barragem de Botuverá. Além disso, ele apontou medidas de sustentabilidade que contribuem para o equilíbrio ecológico, tais como a proteção de nascentes, reposição florestal, recolhimento do lixo, regulação do uso de sacolas plásticas e o manejo de áreas próximas do rio.

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O secretário de Estado da Defesa Civil, Milton Hobus, falou sobre medidas que estão sendo adotadas em Santa Catarina para amenizar os impactos das adversidades climáticas. A construção da barragem de Botuverá faz parte deste projeto e está orçada em R$ 80,85 milhões, com um prazo de execução de 30 meses.

“Foi um trabalho minucioso. Estamos com o projeto e com o estudo ambiental concluídos. No entanto, uma única licença está pendente e interrompeu o processo. Na próxima semana estarei reunido com a presidência do Ibama e da Fatma para que possamos resolver este impasse o mais rápido possível. Assim que conseguirmos a Licença Ambiental Prévia já lançaremos o edital e a expectativa é que isso aconteça antes do final do ano”, ressalta Hobus.

De acordo com o secretário de Estado da Defesa Civil, a obra é estratégica porque, além de regularizar o fluxo do Rio Itajaí-Mirim, também poderá, no futuro, atender com o abastecimento de água os municípios a jusante de Botuverá.

O diretor-presidente do Serviço Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) de Brusque, Roberto Bologini, participou do encontro. A autarquia, que abastece cerca de 80% da cidade com as águas captadas no rio, também sofre com a falta de regularidade deste fluxo, em tempos de enchente ou estiagem. “Estive na sede da Defesa Civil em Florianópolis, onde fui informado que a água represada pela barragem pode atender mais de dois milhões de pessoas. Então, esta é uma oportunidade que não podemos perder. No futuro é possível construir uma macroadutora, que reduza significativamente os custos com energia elétrica, já que a distribuição será feita por gravidade. Além disso, a qualidade da água bruta represada naquela região é muito superior”, avalia Bolognini.

Ao final do encontro, os participantes assinaram um documento destinado ao governador do Estado de Santa Catarina, João Raimundo Colombo, com o pedido de criação de um sistema que possibilite a comunicação entre as Defesas Civis das cidades em questão.

Esta é a segunda reunião promovida por vereadores de Itajaí, Brusque, Botuverá, Guabiruba e Vidal Ramos, que tem como objetivo cobrar respostas do Governo do Estado e dos órgãos ambientais pelo atraso no licenciamento e execução da obra. Uma nova reunião com o mesmo tema será realizada em dezembro. O encontro deve acontecer em Botuverá em uma data ainda a ser confirmada.

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