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Represália: jornalista brusquense estaria sendo barrado por Associação dos Cronistas Esportivos de Santa Catarina

Empresa ao qual profissional trabalha divulgou nota de repúdio acerca do fato;

Foto: ilustração -

Foto: ilustração –

Brusque – O jornalista profissional Sidney Silva, residente e que pratica suas atividades laborais na cidade de Brusque, estaria sofrendo uma série de represálias da Associação dos Cronistas Esportivos de Santa Catarina (Acesc). De acordo com nota divulgada pela empresa em que trabalha, o fato vem ocorrendo há dois anos, sendo que o estopim foi neste domingo, 19 de fevereiro, durante a partida entre Avaí Futebol Clube e Brusque, válida pelo Campeonato Catarinense 2017. Confira a nota de repúdio:

“O jornal EsporteSC e o portal EsporteSC.com vem a público lamentar o fato de o diretor de jornalismo do grupo, Sidney Silva, ter sido barrado enquanto se dirigia para trabalhar no estádio da Ressacada.

O fato ocorreu neste domingo (19), antes do início da partida entre Avaí Futebol Clube e Brusque Futebol Clube, válida pela 5ª rodada do Campeonato Catarinense de 2017, no momento em que o profissional adentrava ao setor interno do estádio junto com demais profissionais de imprensa.

Na oportunidade, o profissional só conseguiu acesso ao estádio após entrar em contato com membros da diretoria do Brusque FC, time ao qual trabalha como assessor de imprensa, após ser barrado por um funcionário da Associação dos Cronistas Esportivos de Santa Catarina (Acesc).

Esclarecemos e tornamos público que, desde 2015, quando trabalhava no Jornal Município Dia a Dia, da cidade de Brusque, Sidney Silva tem sofrido uma espécie de “represália” da Associação de Clubes de Futebol deste estado.

Jornalista profissional (DRT 9486/PR) Sidney Silva não recebeu nos últimos dois anos a carteira emitida pela entidade que credencia os profissionais para trabalhar nos jogos do Campeonato Estadual mesmo preenchendo todos os requisitos para tal.

O motivo se dá em razão de críticas feitas a um ex-presidente da entidade, e ainda influente nos bastidores, quando o jornalista trabalhava no Jornal Município Dia a Dia.

Em 2015, o profissional só teve a carteira emitida a três rodadas do fim do estadual da Série B, após o jornal ameaçar acionar juridicamente a entidade.

Em 2016, já pelo Brusque FC, o profissional teve novamente o pedido negado, inclusive até o momento o clube não foi ressarcido do valor devido com a não entrega do documento.

Em 2017, agora pela Rádio Araguaia, de Brusque, mais uma vez a credencial do profissional foi negada, alegando “falta de atendimento aos requisitos”.

Quanto a isso, cabe esclarecer que:

– Sidney Silva presta serviços já conhecidos a EsporteSC, Rádio Araguaia e Brusque FC há pelo menos duas temporadas, e no momento estava a trabalho, devidamente credenciado na federação e no Avaí FC, pelos órgãos citados;

– Causa estranheza o profissional ser o único da cidade de Brusque a não receber a credencial nestes últimos dois anos;

– Também causa estranheza demais profissionais da crônica esportiva afirmarem terem tido acesso ao estádio sem questionamento algum, o que mostra uma ação já arquitetada e direcionada para o profissional não trabalhar na partida;

– Mesmo sem a carteira da entidade, o acesso ao estádio é uma propriedade do clube, e não da Acesc, responsável por credenciar os profissionais que vão trabalhar no campo de jogo, o que não era o caso de Sidney Silva, logo, não há justificativa plausível para a Acesc solicitar a funcionários de clubes (como ocorreu no domingo) barrar o profissional.

– Esclarecemos ainda que, no momento, Sidney Silva não representava somente a Rádio Araguaia de Brusque, emissora para qual presta serviços, mas também o jornal e portal EsporteSC e principalmente, o Brusque FC (promotor do espetáculo) clube do qual é assessor de imprensa desde janeiro de 2016 e, somente por isso, já deveria ter sua entrada avalizada para trabalhar nos jogos.

Atentar contra a liberdade de imprensa do profissional é, sobretudo, um atentado a democracia, e também um desrespeito com os próprios veículos de comunicação citados, com o Brusque FC, e principalmente, com todos os amantes de futebol que acompanham as transmissões e notícias por esses canais.

Lamentamos profundamente que em pleno ano de 2017 ainda tenhamos posicionamentos arcaicos e coronelistas dentro do nosso futebol, que tem crescido tanto nos últimos anos, evolução, infelizmente, não acompanhada por atitudes mesquinhas, e pequenas de pessoas que acham que são donos do nosso amado futebol, quando na verdade não passam de mais um agente do espetáculo.

Mediante toda a situação levantada, o Jornal EsporteSC e o portal EsporteSC.com relata que dará as seguintes providencias a fim de dar suporte ao profissional.

– Enviará esta semana mais um credenciamento à Associação de Cronistas Esportivos de Santa Catarina (Acesc), este em nome de EsporteSC Mídia e Comunicação, a fim de solicitar a permissão para acesso aos jogos;

– Acionará de forma pacífica e conciliadora o presidente da Acesc, senhor José Mira, a fim de solucionar o conflito;

– Acionará o superintendente da Federação Catarinense de Futebol, senhor Lédio D´Altoé, com o mesmo objetivo;

Levará o caso ao Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e, se preciso for, ao Ministério Público deste Estado;

Dará total respaldo ao profissional por meio de corpo jurídico.

Por fim, EsporteSC agradece a diretoria do Brusque FC e a assessoria de imprensa do Avaí FC na solução do conflito criado por representantes da Acesc e espera, por meio das entidades que promovem o espetáculo, que o profissional não tenha novos impedimentos nos jogos que seguirão a partir desta quarta-feira (22).

Agradecemos ainda a todos os veículos e profissionais de Brusque e região que se sensibilizaram com a atitude autoritária e retrograda ocorrida neste domingo (19).

Brusque, SC, 20 de fevereiro de 2017

Ricardo Malacarne, diretor Executivo e Comercial”.

 

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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