Unifebe Vargas

Por dentro da Acapra parte 1: entidade mantém R$ 50 mil em dívidas

Fora isso, mais R$ 15 mil mensais são gastos junto de clínicas parceiras;

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Louisiane (E), vice-presidente da Acapra, e Lilian, presidente – Foto: divulgação –

Brusque – Há 15 anos uma Organização Não Governamental (ONG) brusquense vem trabalhando por uma causa que ultrapassa os limites apenas da proteção animal. Com os milhares de cães e gatos retirados das ruas da cidade, a Associação Catarinense de Proteção aos Animais (Acapra Brusque) já contribuiu, e muito, com a causa da saúde pública do município. Mas, ao que parece, tanto o poder público quanto a iniciativa privada não reconhecem como deveriam ou poderiam o valor dos serviços prestados pelos diversos voluntários que se doam em prol da bandeira levantada.

Basta verificar os números de 2012 e 2013. De acordo com a vice-presidente da Acapra Brusque, Louisiane Cunha, as estatísticas de animais retirados das ruas e doados são expressivas. “Em 2012 foram doados 259 animais nas feirinhas e aproximadamente 122 em lares temporários e clínicas. Já em 2013 foram doados 218 animais em feirinhas e aproximadamente 185 em lares temporários e clínicas. Os números referentes a 2014 ainda não fechamos, mas em breve teremos”, ressaltou em entrevista exclusiva à Olhar do Vale (ODV).

Mas fazer o bem aos bichinhos e, de certa forma, a toda a população brusquense, tem um preço. Um preço bem salgado. E financeiramente falando, já não é de hoje que a Acapra não possui muita saúde. Segundo Lilian Dressel, presidente da entidade, a dívida atual está na casa dos R$ 50 mil junto às entidades parceiras. “Temos gastos mensais com clínicas de aproximadamente R$ 15 mil”, afirma.

Mas tudo isso pode melhorar com o auxílio do empresariado e, também, de qualquer pessoa que queira ajudar a entidade. “Sem isso seria impossível de manter a ONG viva. Todo o dinheiro que usamos para tratar os animais vem das doações de pessoas ou empresas. A ração que usamos também vem de doações. Sem contar que é necessário que as pessoas adotem os animais para podermos resgatar outros. Então podemos dizer que é a população que nos faz estar funcionando. Nós voluntários fazemos o meio de campo, fazemos os animais machucados ou maltratados ficarem curados e depois intermediamos a doação dos mesmos, para viverem felizes em suas novas famílias”, relatou a vice Louisiane.

Para ajudar, basta entrar em contato com os voluntários pelo Facebook, na página Acapra Brusque. Na última parte desta série de reportagens, você acompanhará os planos da entidade em 2015.

Publicado por Olhar do Vale

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