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Fidelidade em ajudar o próximo

Grupo de senhoras costura peças de enxoval para hospital. Trabalho é reconhecido pela comunidade que contribui com doação de tecidos.

 

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As tardes de quarta-feira são sagradas na vida de um grupo de senhoras voluntárias do bairro Azambuja, em Brusque. Toda a semana elas se reúnem em uma sala do Hospital de Azambuja, para fazer o bem e do jeitinho que elas fazem melhor: costurando. E já se vão mais de 60 anos com nesta função de ajudar o próximo, por isso o grupo recebeu o nome de “Fidelidade”.

 

Em cada encontro elas costuram cerca de 40 peças, entre lençóis, fronhas, toalhas e outros utensílios para serem usados nos quartos e setores do hospital, até camisas que são vendidas em bazares e feiras.

 

Segundo a coordenadora do grupo, Alzira Gottardi, que é funcionária do hospital, os tecidos para confeccionar as peças para a unidade hospitalar, são adquiridos pela administração ou chegam através de doações, assim como os tecidos para as camisas.  A   funcionária que está há 17 anos com o grupo, conta que o dinheiro arrecadado com as vendas, é aplicado na manutenção das máquinas de costura, na compra de linhas e agulhas e uma sobra é destinada para a confraternização de fim de ano.

 

Na mesma rotina, está a Dona Marli Dell’Agnolo. Hoje com 70 anos de idade, se orgulha de ser uma das primeiras voluntárias. E olha que já fazem 30 anos. “Eu tinha acabado de casar e minha mãe me trouxe. Eu vinha mais para costurar mesmo, mas com o tempo passei a sentir um prazer maior em ajudar e as outras voluntárias passaram a ser minhas amigas”, conta.

 

Atualmente o grupo é formado por cerca de 40 senhoras voluntárias, sendo quatro funcionárias do hospital e as demais senhoras da comunidade e de outras regiões da cidade, que frequentam toda a quarta-feira o grupo ou ainda costuram em casa.

 

Para muitas delas, além de sentirem-se úteis, o voluntariado é também uma terapia para a cura de várias doenças. Algumas fazem tratamento, as vezes ficam sem comparecer aos encontros, mas não deixam de fazer em casa suas costuras e quando voltam á atividade, a amizade com as colegas e as risadas trocam na sala, são um “remédio”, dizem elas. “A gente nota quando elas voltam, as vezes tristinhas, mas depois de uns dias já estão alegres novamente, produzindo”, lembra a irmã Myriam, uma das fundadoras do grupo.

 

E para refletir, nada melhor do que as palavras de uma das voluntárias.

“Pra quê ficar em casa se aqui a gente costura, se diverte e ajuda?”, pergunta dona Bernardete Galm, de 71 anos de idade.

 

 

SERVIÇO

 

PARA FAZER DOAÇÕES:

O grupo aceita tecidos, linhas, agulhas, botões, feltro para travesseiros e outros materiais utilizados nas costuras.

Contato:

Com Alzira

Toda a quarta-feira a tarde.

Local: Sala de costura (anexa ao Hospital de Azambuja)

Fone: (47) 3351- 0066 – Ramal: 345

 

Publicado por Olhar do Vale

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