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Sintrafite estabelece valores mínimos para venda de terrenos da falida Schlosser

De acordo com sindicalista, terreno na Rua Gustavo Halfpap custará R$ 7 milhões e o da Rua Getúlio Vargas, R$ 8 milhões;

ANIBAL

Foto: Wilson Schmidt Junior –

Brusque – Após não obter sucesso nos dois leilões realizados pela justiça, já se encontra à venda o lote adjudicado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Brusque e Região (Sintrafite). Os terrenos localizados na Rua Gustavo Halfpap e na Rua Getúlio Vargas, que até então pertenciam à massa falida da Indústria de Tecidos Schlosser, depois de vendidos, servirão para saldar as dívidas que a empresa ainda mantém junto aos seus ex-funcionários, após a corporação decretar falência, nos idos de 2010.

De acordo com o presidente da entidade sindical, Aníbal Boetger, numa reunião realizada no último domingo (15), ficou acertado os valores mínimos para cada um dos terrenos que, ao contrário da época dos leilões, agora podem ser vendidos separadamente. “Foi pedido uma atualização do valor e estabeleceu-se o preço de R$ 7 milhões para a associação da Rua Gustavo Halfpap e R$ 8 milhões para o espaço na Rua Getúlio Vargas”, afirma. Vale ressaltar que a impossibilidade das vendas em separado dos dois terrenos é um dos fatos que determinaram o fracasso da tentativa de saldar os credores através do leilão.

A possível transação poderá se tornar realidade no próximo dia 31 de março, uma terça-feira. Na ocasião, no auditório do sindicato localizado na Rua Tiradentes, no centro de Brusque, ocorrerá uma espécie de leilão não oficial. As melhores propostas serão analisadas e quem pagar mais, de acordo com Aníbal, é quem efetuará a compra. “As propostas serão feitas de maneira presencial, sempre respeitando o valor mínimo dos imóveis”.

Procura

O sindicalista afirmou, durante entrevista para Olhar do Vale (ODV), que a entidade vem sendo procurada por diversos investidores e personalidades do empresariado brusquense, que pedem por informações sobre as dimensões dos terrenos, preços entre outros aspectos da compra. “Eu só espero que não fiquemos frustrados que nem na época do leilão, quando alguns corretores vieram pegar valores, dizendo que tinham clientes, o que não aconteceu. A gente tem ouvido bastante, porque agora os imóveis estão separados”, pontua.

E se sobrar?

O Sintrafite almeja ultrapassar o valor mínimo de venda dos terrenos. Isto porque R$ 15 milhões já não são suficientes para saldar cem por cento do valor devido aos trabalhadores da massa falida. Ficou definido em assembleia que caso as vendas ultrapassem os credores, a “sobra” será dividida igualmente entre todos os ex-funcionários.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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