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Sintrafite acredita que não haverá venda no segundo leilão

Se isso ocorrer, imóveis da Schlosser serão adjudicados para cobrir o acerto de contas dos trabalhadores;

ANIBAL

Foto: Wilson Schmidt Junior –

Brusque – Depois de fechar a sua fábrica para férias coletivas em dezembro de 2010 e nunca mais reabrir, a indústria de tecidos Schlosser ainda não conseguiu efetuar a venda dos seus bens imóveis, cuja receita será destinada ao pagamento dos trabalhadores que, desde lá, aguardam esperançosos a resolução dos trâmites. O primeiro leilão foi realizado no último dia 10 de fevereiro, no portão de entrada da massa falida, e foi acompanhado por diversos ex-empregados da corporação.

Porém, apesar da grande expectativa, nada foi acertado e sequer um lance foi dado, já que existem compradores interessados, porém, não por todo o lote e, sim, por espaços fragmentados. À venda está a associação dos funcionários, na Rua Gustavo Halfpap, e a área em frente à sede, na Rua Getúlio Vargas. Já que não é permitida a venda em separado dos imóveis, um novo leilão ficou marcado para a próxima sexta-feira (20).

Para falar sobre o assunto, Olhar do Vale (ODV) manteve contato com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Brusque e Região (Sintrafite), Anibal Boettger. De acordo com ele, dificilmente haverá lances na segunda praça, já que não ocorre a divisão do lote. “É difícil porque o valor na primeira praça não apareceu nenhum interessado e o valor mínimo era de R$ 12.761.000,00. Agora o valor na segunda praça sobe para R$ 14.100.000,00”, explica.

Se não houver interessados na segunda tentativa de venda dos imóveis, ocorrerá a adjudicação dos bens, ou seja, um ato judicial que estabelece que os terrenos tenham sua posse transferida para todos os credores, portanto, os funcionários que esperam o seu acerto de contas. O lote seria vendido pelo sindicato que em ato seguinte dividiria todo o montante entre os ex-funcionários.

Isso, porém, não é bem visto pelo sindicalista. Segundo Boettger, caso houver interessados no segundo leilão e o montante não cobrir o valor devido pela companhia aos funcionários, um terceiro imóvel localizado no Dom Joaquim também seria leiloado. Se os bens foram adjudicados, o plano b deixa de existir. “Pra nós, seria mais interessante que fossem vendidos no leilão”, pontua Boettger.

Parque fabril

O presidente do Sintrafite também explicou para ODV que o parque fabril da companhia Schlosser já não pertence mais a empresa. O imenso imóvel foi destinado aos credores quirografários, ou seja, bancos, fornecedores de matérias primas e de serviços terceirizados. Atualmente, a Schlosser está em processo de recuperação judicial, funcionando em carga reduzida nas dependências da tecelagem Buettner. “A intenção da empresa é voltar a produzir em média e grande escala no futuro”, finaliza.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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