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Núcleo Jovem da ACIBr realiza palestras sobre inovação e empreendedorismo

Coffee & Business reuniu cerca de 35 pessoas, entre integrantes do Núcleo e convidados;

Fotos: divulgação -

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Brusque -Você sabe o que é Surpreendedorismo? E qual é a sua marca? Que ‘marca’ você quer deixar para a sua comunidade e para a sua história? Essas e outras questões relativas ao empreendedorismo, a importância da inovação, do conhecimento, e da busca por soluções tecnológicas e criativas, marcaram a manhã de quinta-feira, 19 de maio, durante o Coffee & Business. Promovido pelo Núcleo Jovem da Associação Empresarial de Brusque (ACIBr), o evento ocorreu no Hotel Monthez e teve como objetivo fortalecer o empreendedorismo dos jovens empresários da região, com dois renomados profissionais: Nelson Eiji Akimoto, engenheiro eletricista, diretor presidente da Nord Eletric S.A e diretor da ACI Chapecó; e Cleverson Siewert, engenheiro civil e diretor presidente da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).

Inovar para crescer
Pela segunda vez em Brusque, palestrando para a classe empresarial, Nelson Eiji Akimoto  apresentou o conceito de ‘Surpreendedorismo’, considerado por ele como uma forma diferente de empreender, através da inovação.  Ao longo de sua palestra, o empresário também falou de sua trajetória de vida e do desenvolvimento de sua empresa que hoje presta serviços para diversos clientes do país e do exterior. Além disso, o objetivo principal de sua apresentação foi inspirar os jovens participantes do evento e despertar o potencial que cada um possui. “O empreendedor sempre está em estado de crise e de agitação, pra poder crescer. Quando ele se acomoda, ele não empreende. E a inovação vem com esse processo, pois ela ajuda o empresário a crescer e é o diferencial que vai fazer ele se destacar, em especial neste momento que o país vive. Para isso é preciso que os empresários, em especial os jovens, busquem novas experiências e usem a sinergia, a multiplicação de seus negócios, sem nunca deixar de lado a ética e a transparência, mesmo se a empresa seja pequena”, comentou.
Durante sua participação, Akimoto também falou sobre a importância da superação das dificuldades e trouxe o exemplo de sua própria família que veio de Tóquio para o Brasil. “Para empreender, precisamos de coragem, assim como os nossos antepassados e imigrantes tiveram, tanto os japoneses como os italianos, poloneses e alemães. Por isso é preciso ampliar nosso conhecimento, investir em ideias e implementá-las, para termos bons resultados e inovarmos cada vez mais”, acrescentou.
Força do associativismo
A segunda parte do evento contou com a participação do presidente da Celesc, Cleverson Siewert, que já foi o mais jovem secretário da Fazenda do Estado, em 2010. Sobre sua trajetória e experiência de vida, o engenheiro ressaltou a importância do movimento associativista, que em sua visão é benéfico tanto para as pessoas que participam do mesmo assim como para a comunidade que recebe benefícios dessa lógica. “Eu fiz parte do movimento associativista em Joinville e sempre que posso participo e contribuo um pouco da minha experiência, para passar para esses jovens empreendedores algumas ideias e sugestões para que eles possam melhorar o seu dia a dia”, comentou.
Entre os temas abordados em sua apresentação, Siewert também falou sobre a atual situação econômica e política que o país vive, e afirmou que é possível sim crescer e expandir os negócios mesmo em um período de retração de mercado.  “A crise pode ser interpretada de vários ângulos e é um grande potencial de novas oportunidades. E quando temos a oportunidade dessa troca de informações, de conhecimento, ampliamos ainda mais as possibilidades. É preciso organizar e planejar as empresas de forma estratégica, e principalmente ter garra, determinação e conhecimento, investir em tecnologia, em inovação e  pensar na marca em que cada empresário quer deixar para a sua história para fazer a diferença, e crescer”, ressaltou.
Em relação à crise, ainda, o presidente da Celesc comentou sobre os impactos da mesma na empresa, que mesmo com os desafios, como as mudanças regulatórias, crises de falta de chuva, e a exigência da população por energia cada vez melhor e com menos custo, foi possível se remodelar e fazer investimentos significativos em todo o Estado. Em 2015 a empresa investiu quase R$ 500 milhões e no primeiro trimestre deste ano mais R$ 100 milhões. “Esse processo está sendo feito de forma gradual, desde 2011. A empresa hoje é sólida, conseguiu renovar a sua concessão e tem bons índices financeiros e técnicos. Naturalmente que esse momento em que o país vive afetou qualquer negócio e o nosso não foi diferente, em especial em relação ao consumo, já que há 15 anos o consumo no Estado crescia de 3% a 4% ao ano. Em 2015 ele caiu 2% e no primeiro trimestre desse ano ele caiu 5%. Então isso mostra que precisamos ser mais cuidadosos, administrar as contas de forma mais adequada. Apesar disso, acreditamos que este seja um bom ano. Temos certeza que vamos vencer esse aspecto”, pontuou.
Potencial a ser desenvolvido 
Na avaliação do coordenador do Núcleo Jovem da ACIBr, Eduardo Imhof, a palestra serviu para inspirar os integrantes do grupo e demais convidados, bem como para motivar com que as empresas cada vez mais possam investir em tecnologias, pesquisas e inovações na região de Brusque. “Ambos os palestrantes deixaram muito claro que em épocas de crise a inovação e a tecnologia precisam caminhar juntas, que é necessário ter boas ideias, criatividade para sair da zona de conforto e encontrar oportunidades para esse momento tão delicado. Acredito que as empresas têm que ter esse olhar para o futuro, aliado à sustentabilidade, para cada vez mais garantir o desenvolvimento dos negócios. Brusque ainda não é uma cidade que desenvolve muito a área de inovação e tecnologia no dia a dia, apesar de termos empresas já com muito potencial para isso. E essa é a marca do Núcleo Jovem, é o que queremos trazer para a cidade”, acrescentou.
Saiba mais
A Celesc é considerada a maior empresa pública do Estado e atua desde 1955 nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia. Durante esse período, consolidou-se como uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, com reconhecimento nacional e internacional. Atualmente a empresa leva desenvolvimento para 6 milhões de catarinenses.
Já a Nord Eletric S.A iniciou sua atuação em 1992, com sede em Chapecó, e desenvolve soluções na área de energia elétrica, como consultorias e gerenciamento energético, sistemas de energias renováveis, inspeção termográfica, projetos técnicos e serviços em engenharia elétrica, entre outros. É vencedora de diversas premiações de projetos de sociais, de sustentabilidade e educação. Atende clientes em todo o país e no exterior.
por Assessoria de Imprensa

Publicado por Olhar do Vale

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