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Núcleo de Cervejeiros Artesanais realiza 2º Curso de Cervejeiro Iniciante

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Paciência, atenção aos detalhes, cuidados que fazem a diferença. A alquimia de criar a própria cerveja artesanal é uma arte que se executa sem pressa. E na mistura dos novos experimentos o mestre cervejeiro acrescenta sua identidade e oferece ao mercado um produto único e muito especial.

Nesta sexta-feira e sábado, respectivamente dias 11 e 12 de agosto, o Núcleo de Cervejeiros Artesanais de Brusque e Região (Nucervarte), da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), realizou a segunda edição do Curso de Cervejeiro Iniciante. O evento, que aconteceu na sede da entidade, foi ministrado pelo instrutor Roque Bambineti e reuniu oito novos alunos.

Através de conhecimentos teóricos e práticos, a capacitação apresentou o processo completo da fabricação da cerveja artesanal, desde a moagem dos grãos até o engarrafamento. Ao final do curso os alunos receberam o certificado e, além disso, vão contar com a assessoria técnica na primeira brassagem (processo que mistura o malte e a água sob a ação do calor).

“Percebemos que muitas pessoas têm o interesse de aprender e a vontade de fabricar sua própria cerveja artesanal. O objetivo inicial é o consumo, mas, quem sabe futuramente, isso possa se transformam em um negócio. Há 45 dias realizamos o primeiro curso e, com esse, já temos cerca de 20 pessoas habilitadas para fazer sua própria cerveja”, conta o coordenador do Núcleo de Cervejeiros Artesanais de Brusque e Região (Nucervarte), Cícero Klas.

Segundo ele, o objetivo do Núcleo é promover o setor, através de cursos para iniciantes e formações mais técnicas e elaboradas, para quem já entende do processo. “O foco é difundir, incrementar e organizar o mercado. Faz poucos meses que o Núcleo foi formado e já temos cerca de 40 participantes. Queremos reunir as pessoas interessadas no assunto e permitir que elas se desenvolvam e cresçam dentro do mundo cervejístico”, enfatiza Klas.

Para o coordenador do Núcleo, fazer a própria cerveja exige dedicação no momento do preparo, além de tempo e paciência, mas o resultado é compensador. “A cerveja que a gente compra no mercado tem produtos industrializados. Ela agrega condimentos que vão tirando as propriedades da cerveja de fato, da bebida que ela deveria ser. Então a cerveja artesanal tem qualidade e, mais do que isso, características reais. Por isso o sabor é mais marcante. E o Núcleo vai acolhendo as pessoas que têm interesse sobre o tema e oferece o profissionalismo, mostrando o caminho de como fazer a cerveja virar um negócio”, ressalta Klas.

 

Mestre cervejeiro

Foi a curiosidade que há oito anos transformou Roque Bambineti em um mestre cervejeiro. Ele, que até então era um mero apreciador da bebida, fez um curso de formação oferecido pelo Círculo Italiano de Brusque e não parou mais: começou a criar sua própria cerveja artesanal e a oferecer para os amigos.

“Fui me entusiasmando, querendo fazer mais, buscando novas experiências. A cerveja é uma alquimia que nos permite brincar com os resultados e descobrir novos sabores. Já o curso em si foi uma ideia do Núcleo e eu me ofereci para ajudar, embora nunca tenha dado aula. A primeira capacitação foi um desafio que deu certo. Muitos dos alunos já estão fazendo suas próprias cervejas e isso me deixa contente porque percebo a vontade das pessoas em criar algo diferente. Este segundo curso também está sendo muito bom. Todos estão trabalhando com atenção e perguntando bastante. É nítido o envolvimento”, observa o professor.

Na sexta-feira o conteúdo apresentado foi teórico. Explicação sobre os ingredientes, o modo de executar cada etapa, a reação do malte no processo do cozimento, a importância da fervura, filtração, entre outros.

Já no sábado de manhã foi o momento de traduzir os conhecimentos teóricos na prática. “É a consolidação do curso e todos saem aptos para fazer sua cerveja a partir daqui”, pontua.

O diretor da AmpeBr, Carlos Alberto Grão Velloso, era um dos participantes do Curso de Cervejeiro Iniciante e ficou satisfeito com o resultado. “A AmpeBr sempre incentiva seus grupos de trabalho e o Núcleo dos Cervejeiros surpreendeu pela adesão, pelo empenho dos integrantes e pelas reuniões frequentes. É um grupo muito ativo e que promete evoluir bastante. Eu mesmo, agora participando do curso, pretendo produzir minha própria cerveja”, avalia Velloso.

 

Alunos dedicados

O advogado Dennis Weise foi um dos alunos do curso. Apreciador da cerveja, ele sempre quis aprender sobre a produção artesanal e, inclusive, buscou algumas doutrinas pela internet. Também tentou participar de um curso em Porto Alegre, que não foi possível pela incompatibilidade de agenda.

“E acabei me informando sobre este curso pela imprensa local, coincidiram as datas e deu tudo certo. Do conhecimento transmitido ontem eu até sabia algumas coisas, mas, na prática, surgem muitas dúvidas. É algo que parece simples, mas, na verdade, é bem complexo. Cada minuto aqui tem sido de aprendizado”, relata o advogado.

Muito satisfeito com as lições aprendidas, Weise pretende iniciar seu processo de cerveja artesanal em duas semanas. “Aqui fiquei sabendo de equipamentos que são necessários e que eu não tenho. Vou comprar, produzir e, entre 40 e 50 dias, degustar minha primeira cerveja artesanal”, comemora.

Mesmo com a expansão de marcas de cervejas nacionais e a própria abertura de mercado para bebidas importadas, Weise atesta que não há comparação. “A cerveja que compramos perdeu muito da qualidade nos últimos anos e justamente por isso cresceu a produção de cerveja artesanal, que se diferencia em muitos aspectos e, sobretudo, pelo sabor”, completa.

 

Participe

O Núcleo de Cervejeiros Artesanais de Brusque e Região da AmpeBr está aberto para a participação de novos integrantes. O próximo encontro está marcado para o dia 16 de agosto, às 19h30min, na sede da entidade.

A intenção é que novos cursos sejam oferecidos à comunidade ainda este ano, além de uma visita técnica já agendada para o dia 2 de setembro, na sede das cervejarias Faixa Preta e Badenia, em Santo Amaro da Imperatriz (SC), que fazem parte da “Rota das Cervejas”, um projeto que se consolida no Estado com o apoio da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Fampesc).

Mais informações pelo telefone (47) 3351-3811.

Publicado por Olhar do Vale

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